Dólar termina em leve alta

Moeda subiu 0,05% e terminou cotada a R$ 2,222

O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2014 | 18h41

O dólar operou com leves oscilações nesta sexta-feira, sem grandes vetores para guiar o mercado. O ligeiro viés positivo do dólar lá fora e aqui respondeu residualmente à ata da última reunião do Federal Reserve, segundo o gerente da mesa de derivativos de uma corretora. Hoje, discursaram três dirigentes de regionais do banco central norte-americano, mas que não tiveram grandes impactos no câmbio.

O dólar à vista no balcão terminou cotado a R$ 2,2220, uma alta de 0,05%. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 1,10 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. Com isso, o dólar acumulou alta de 0,32% esta semana. No mercado futuro, o dólar para agosto caía 0,04%, a R$ 2,2335. O volume de negociação era de quase US$ 9,25 bilhões. O dólar também subia ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, como o dólar canadense (+0,77%), o rublo russo (+0,75%) e a rupia indonésia (+0,52%).

O presidente do Fed Chicago, Charles Evans, acredita que a superação da meta de inflação de 2% do Federal Reserve não seria um grande problema. Ele é acompanhado nessa opinião pelo presidente da distrital de Atlanta, Dennis Lockhart, que diz querer ver uma inflação mais perto da meta antes de elevar os juros. Na contramão, o presidente da regional da Filadélfia, Charles Plosser, afirmou estar preocupado com a possibilidade de a autoridade estar "atrás da curva". "Nós não devemos manter as taxas de juros perto de zero até alcançar nossos objetivos", defendeu.

Enquanto isso, a diretora e principal analista responsável por América Latina da Fitch Ratings, Shelly Shetty, disse em uma entrevista exclusiva para o Broadcast que o fraco desempenho da economia brasileira e o impacto fiscal dessa desaceleração na política fiscal podem ter implicações negativas para o rating soberano do País, que foi mantido ontem em BBB pela agência, com perspectiva positiva. "Achamos que o próximo governo vai confrontar o desafio de aumentar a confiança dos agentes e melhorar as perspectivas de crescimento econômico. Ao mesmo tempo em que busca reduzir a inflação", disse a analista. 

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