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Dólar tomba quase 3% com exterior, de olho em swap

O dólar registrou a maior queda em mais de um mês ante o real nesta quinta-feira, reagindo ao bom humor generalizado nos mercados externos após líderes europeus chegarem a um acordo para combater a crise de dívida da região,

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

27 de outubro de 2011 | 18h43

A moeda norte-americana caiu 2,93 por cento, para 1,7090 real na venda. Trata-se da maior baixa percentual diária desde 23 de setembro, quando a cotação desabou 3,24 por cento.

Na mínima do dia, a taxa de câmbio tocou 1,7005 real na venda, baixa de 3,41 por cento.

A fraqueza do dólar no Brasil acompanhou o desempenho da moeda no exterior, onde a divisa tinha baixa de 1,78 por cento, enquanto o euro saltava mais de 2 por cento, para o maior patamar em sete semanas.

"Esse pacote proporcionou um alívio aparente, e aí todo mundo está correndo para ativos de maior rendimento. Não à toa que o dólar está caindo no mundo todo, enquanto as commodities e bolsas estão subindo forte", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo.

Após dias de expectativas e várias reuniões com banqueiros, chefes de Estado, autoridades de bancos centrais e o Fundo Monetário Internacional (FMI), autoridades europeias chegaram a uma proposta para que bancos e seguradoras privados aceitem uma perda de 50 por cento nos bônus que possuem do governo da Grécia.

Também houve um acordo sobre o aumento do fundo de resgate da região, que poderá chegar a 1 trilhão de euros.

O acerto, ao menos por ora, ameniza temores quanto a um contágio da crise de dívida da Europa e a seus efeitos sobre a economia global.

A recente turbulência sofrida pelos mercados financeiros globais fez o dólar disparar 18 por cento em setembro no mercado brasileiro, levando o Banco Central a retomar a oferta de contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro.

Nesta quinta-feira, o BC anunciou uma pesquisa de demanda para um eventual leilão de swap na sexta-feira. Segundo operadores, a operação teria o objetivo de rolar 1,5 bilhão de dólares em contratos com vencimento em 1o de novembro.

"O BC prefere rolar esses contratos porque aí ele evita colocar mais dólares no mercado, o que aconteceria se ele fosse liquidar (os papéis). Mas ele não vê por enquanto necessidade disso", afirmou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel.

A pesquisa acontece entre 18h e 18h30 desta quinta-feira.

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