Dólar ultrapassa R$ 3,00 e risco Brasil sobe ainda mais

O dólar comercial bateu nova máxima às 14h46, cotado a R$ 3,0050 na ponta de venda dos negócios, em alta de 1,69% em relação às últimas operações de ontem. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,9730 e oscilou até a mínima de R$ 2,9690. Às 15h17, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa de 3,66%.O risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país ? está em 711 pontos base. Quanto maior esta taxa, maior é o risco na avaliação dos investidores. Ela indica qual o prêmio que os investidores exigem para assumir o risco dos papéis. Neste patamar, significa que o prêmio é de 7,11 pontos porcentuais acima dos juros dos títulos norte-americanos, considerados sem risco. Uma combinação de fatores externos e internos influencia os mercados nesta quinta-feira. O principal é ainda o cenário externo ? perspectiva de alta dos juros norte-americanos e a alta do preço do petróleo. Juros mais altos nos EUA dificultam a atividade econômica em todo o mundo e tiram a atratividade de investimentos em países emergentes. Já a alta do petróleo, além de aumentar o risco de um aumento de combustíveis no Brasil, traz preocupações adicionais sobre pressões inflacionárias ou de desaceleração econômica nos EUA e demais países ricos. No cenário interno, os investidores reagem mal às duas derrotas políticas do governo ontem no Congresso - na MP dos bingos e na instalação da comissão do salário mínimo. No caso dos bingos, preocupa o fato de o governo não ter contado com o voto de membros da sua base. No caso do mínimo, o receio aumenta diante da evidência de que dois oposicionistas comandarão a comissão, que tem como principal petista representante justamente Paulo Paim, que tem no aumento do mínimo sua bandeira.

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