Dólar vira no fim e tem queda de 0,29% após reunião do Fed

Cenário:

NALU FERNANDES , O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h08

Após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que anunciou durante a tarde de ontem novidades sobre a dinâmica de juros e sobre os incentivos à economia, os investidores elevaram, momentaneamente, a procura por ativos de maior risco no exterior, enquanto o dólar passou a aprofundar perdas ante outras divisas.

No Brasil, o dólar fechou em baixa ante o real, influenciado pelas novidades trazidas pelo Fed. Até aquele momento, a moeda americana subia no mercado brasileiro, sob a influência dos dados do fluxo cambial do início de dezembro e a despeito de o Banco Central ter feito, durante a manhã, dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra). A moeda dos EUA no mercado à vista de balcão terminou em baixa de 0,29%, cotada em R$ 2,0740.

O banco central americano manteve a taxa dos Fed Funds na faixa entre zero e 0,25% e informou que comprará US$ 45 bilhões em Treasuries (títulos do Tesouro) após o término da Operação Twist, no fim deste ano. Além disso, o Fed continuará comprando US$ 40 bilhões por mês em bônus hipotecários. Também chamou a atenção do mercado o estabelecimento de gatilhos numéricos para a política monetária: o Fed disse que os juros ficarão baixos até que o desemprego caia a 6,5% e desde que a inflação fique abaixo de 2,5%.

Em reação, os principais índices de ações aceleraram em Nova York e o euro passou a subir ante o dólar. Mas durante a entrevista coletiva do presidente do Fed, Ben Bernanke, que, entre outras coisas, afirmou que a nova orientação do Fomc não altera o cenário para juros até meados de 2015 e que os gatilhos tornam os compromissos da autoridade monetária mais explícitos, os índices de ações em Nova York começaram a reduzir os ganhos. No fim, o Dow Jones cedeu 0,02% e o S&P-500 subiu apenas 0,04%.

Já a Bovespa, que chegou a reagir em alta ao Fed, acabou encerrando o dia em baixa de 0,25%, aos 59.474,18 pontos. A disputa entre investidores no dia de vencimento do índice futuro trouxe volatilidade para a Bolsa e certo descolamento em relação ao que era visto no exterior.

Na renda fixa, após três sessões seguidas de alta, as taxas dos contratos futuros de juros recuaram, em um movimento de ajuste. Declarações do governo em relação a possíveis medidas para reduzir o preço do gás, a exemplo do esforço verificado no setor de energia, contribuíram para o recuo.

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