Dólar volta a ficar abaixo de R$ 2,40 após Banco Central ampliar atuação no câmbio

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Dólar volta a ficar abaixo de R$ 2,40 após Banco Central ampliar atuação no câmbio

Moeda norte-americana caiu quase 1% e fechou em R$ 2,385, um dia depois de ter alcançado o maior patamar desde 12 de fevereiro

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 17h09

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, encerrando uma série de cinco sessões seguidas de alta, pressionado pela decisão do Banco Central de aumentar a atuação no câmbio. A melhora do clima no exterior também limitou o desempenho da moeda no mercado local, que terminou abaixo do nível de R$ 2.40.

No fim do dia, o dólar à vista caiu 0,96%, para R$ 2,3850 no balcão, depois de ter fechado ontem em R$ 2,4080, o maior patamar de fechamento desde 12 de fevereiro, quando marcou R$ 2,4230. O giro à vista totalizou US$ 680 milhões, sendo US$ 606 milhões em D+2. No mercado futuro, a moeda para outubro recuava 1,12%, aos R$ 2,3900.

Apesar do anúncio do Banco Central, na terça-feira, de aumentar, a partir e hoje, de 6 mil para 15 mil o volume da oferta diária para rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em outubro, houve volatilidade da moeda dos EUA, que se firmou em baixa apenas no período da tarde, concomitantemente à melhora do ambiente internacional.

Na primeira parte da sessão, a queda do dólar foi mais contida devido à cautela com os resultadas pesquisas eleitorais. Na sondagem Ibope/Estadão/TV Globo para o primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) apareceu com 38% das intenções de votos, com nove pontos de vantagem sobre Marina Silva (PSB), que teve 29%. Aécio Neves obteve 19%. No segundo turno, o levantamento confirmou um empate técnico entre Dilma e Marina, ambas com 41% das intenções de votos. Além desse levantamento, o Vox Populi mostrou a presidente na frente de Marina no segundo turno, com 46% contra 39% das intenções de voto. No primeiro turno, a petista lidera com 40% das intenções de voto, contra 22% da ex-senadora e 17% de Aécio.

A moeda acelerou as perdas à tarde, batendo mínimas na reta final da negociação, em sintonia com o declínio registrado ante outras moedas emergentes, à medida que o apetite por risco ganhava força no exterior. Profissional ouvido pelo Broadcast disse que algumas ordens de stop loss também foram disparadas, o que amplificou as perdas o Brasil.

O Banco Central divulgou hoje os dados semanais do fluxo cambial até o dia 22 de setembro. Segundo a instituição, o fluxo está positivo em US$ 4,3 bilhões, com entradas líquidas de US$ 2,0 bilhões nos últimos seis dias úteis. Na semana, o saldo foi positivo em US$ 2,2 bilhões pelo lado financeiro e negativo em US$ 158 milhões pelo lado comercial. 

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