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Dólar volta a subir com vencimentos cambiais

O câmbio foi na contramão do desempenho mais positivo dos demais mercados, aqui e no exterior, chegando à cotação de R$ 3,71. Desde o início do dia, uma alta já era considerada possível por causa da forte concentração de vencimentos cambiais nas próximas semanas. Os poucos negócios da semana por conta do meio feriado nos EUA da segunda-feira e o feriado de amanhã no Brasil ajudam os especuladores a forçar altas nas cotações da moeda norte-americana. A revisão das projeções causada pela alta da inflação ajuda.Os contratos que vencem hoje (cerca de US$ 1,9 bilhões) foram rolados em 58,5%. Mas ainda falta muito mais, começando pelos próximos US$ 2,4 bilhões para o dia 20. Como sempre, esses contratos serão corrigidos pela cotação média do dia anterior, terça-feira. O Banco Central (BC) tentará rolar US$ 1,4 bilhões ainda hoje, o que trouxe turbulências ao mercado.Alguns profissionais também atribuem a pressão cambial ao cenário conjuntural, mais deteriorado ultimamente em razão da alta dos índices de inflação. O fato, porém, é que soa estranho ser o câmbio o único mercado mais afetado. Mesmo os contratos de juro futuro, mais sensível às expectativas inflacionárias, permaneceu em leve baixa hoje cedo, apesar da ansiedade crescente com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem, que discutirá a Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, atualmente em 21% ao ano. Sobre o Copom, o mercado se mostra dividido. Há os que defendem alta dos juros já, devido aos sinais de que as altas de preços podem estar se alastrando, mas também há quem pondere que o atual repique dos índices deve-se à especulação cambial e vai passar. Até mesmo um membro do conservador Fundo Monetário Internacional (FMI) advogou esta tese hoje. Depois de reunir-se com Fraga e outros dirigentes do BC, o diretor-assistente do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Lorenzo Perez, afirmou hoje que a inflação no Brasil não assusta o Fundo pois "achamos que é bolha cambial".Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o clima é de muita oscilação em parte por causa do vencimento mensal de opções de ações na segunda-feira e também devido à bateria de balanços de empresas divulgada entre ontem à noite e hoje. Mas o bom desempenho das bolsas nos EUA acabou compensando a oscilação e neutralizando o impacto da alta do dólar nos negócios com ações. MercadosÀs 15h, o dólar comercial era vendido a R$ 3,7150, em alta de 2,34% em relação às últimas operações de ontem, oscilando entre R$ 3,6450 e R$ 3,7150. Com esse resultado, o dólar acumula uma alta de 60,41% no ano e queda de 3,76% nos últimos 30 dias. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagavam taxas de 23,320% ao ano, frente a 23,550% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 28,800% ao ano, estáveis em relação a ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 0,32% em 9794 pontos e volume de negócios de R$ 225 milhões. Com esse resultado, a Bolsa acumula uma baixa de 27,86% em 2002 e alta de 15,92% nos últimos 30 dias. Das 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, 17 apresentam baixa. Mercados internacionais Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava em alta de 0,94% (a 8477,2 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - sobe 2,26% (a 1392,10 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0047; uma queda de 0,37%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, estava em baixa de 1,42% (450,42 pontos). Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2002 | 15h13

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