Dólar volta a subir e BC atua no mercado

Depois do feriado de ontem nos EUA e no Reino Unido, a oscilação associada às incertezas com a alta dos juros internacionais voltou com força aos mercados hoje. Juros mais altos deixam menos atrativos os investimentos em ações. As principais bolsas européias caíram mais de 2%. Em Nova York, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - recua 1,18%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - cai 1,45%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai 3,11%No mercado cambial, as cotações do dólar estão em forte alta desde o início do dia. Às 15h05, a moeda norte-americana é negociada a R$ 2,3370, em alta de 2,73% em relação aos últimos negócios de ontem, mas já chegou ao patamar máximo de R$ 2,3660. Para segurar a alta do dólar, o Banco Central voltou a oferecer swap cambial (contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação do dólar).No mercado de juros, os investidores estão atentos à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reavalia a Selic, a taxa básica de juros da economia. As expectativas de 48 de um total de 50 instituições financeiras consultadas pela Agência Estado são de queda de 0,50 ponto porcentual, dos atuais 15,75% ao ano para 15,25%. Se for confirmada esta previsão, a Selic voltará ao nível em que se encontrava em janeiro e fevereiro de 2001 e também marcará a redução do ritmo de afrouxamento monetário, depois de dois meses consecutivos com cortes de 0,75 ponto porcentual.Ministro diz que não comemorou alta do dólarO ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a turbulência no mercado financeiro é passageira e afirmou que o BC e o Tesouro agem corretamente para enfrentar este cenário. Ao ser questionado de que a atuação hoje do BC no mercado cambial iria contra a sua avaliação de que o dólar está baixo, ele negou que tenha comemorado a alta do dólar, em função das turbulências do mercado. "Eu não estava comemorando, eu fiz uma brincadeira que não foi entendida."Ele também foi questionado sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele disse que confia no Copom e no BC, que têm sensibilidade para avaliar o andamento da inflação e chegar a uma redução adequada dos juros. O ministro também foi perguntado sobre novas medidas de desoneração do capital estrangeiro, e ele respondeu apenas que "no futuro".

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