Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Dólar volta a subir e fecha no maior nível em quase 1 mês

O estresse nos mercados globaisimpulsionou o dólar nesta quarta-feira, e a moeda americanavoltou a se aproximar do patamar de 1,80 real. A divisa subiu 0,62 por cento e terminou o dia a 1,778real. Na máxima, o dólar chegou a ser negociado a 1,797 real nopregão à vista da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Amoeda registra alta de 2,3 por cento em novembro, mas a quedano ano ainda é expressiva --16,8 por cento. O mercado de câmbio foi dominado pelo aumento da aversão arisco no exterior. Na visão dos investidores, a criseimobiliária e a alta do petróleo, que ficou a poucos centavosda marca de 100 dólares por barril, pressionam a economianorte-americana, que vê o crescimento desacelerar em meio aoaumento da inflação. Ao mesmo tempo, o prejuízo dos bancos com hipotecas de altorisco (subprime) ainda assusta o mercado, que não consegueestimar com exatidão o impacto sofrido pelo setor financeiro. Essa convergência de fatores negativos derrubou as bolsasde valores em todo o mundo e empurrou o dólar ladeira abaixoante outras moedas fortes, como o euro. O risco Brasil, quevinha sendo cotado nas últimas semanas abaixo de 200 pontos,escalou 11 pontos e atingiu 232 pontos-básicos. "O mercado está bem temeroso", disse Renato Schoemberger,operador da Alpes Corretora, acrescentando que a entrada derecursos para aplicar no mercado brasileiro foi praticamenteinterrompida nos últimos dias devido à turbulência. O movimento é o mesmo que foi sentido em outros mercadosemergentes, que também viram uma forte alta do dólar em relaçãoa suas moedas. O operador ressalvou, porém, que o superávit dabalança comercial garante ainda um fluxo de câmbio positivopara o Brasil. Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, tem visãosemelhante: "(a alta do dólar) reflete não necessariamente ofluxo, mas sim os ajustes de posições como atitude de precauçãoante um cenário complexo e de tendência não bem definida". Segundo dados do BC, o fluxo cambial para o país ficoupositivo em 3,148 bilhões de dólares na primeira metade denovembro, sustentado pelas exportações. Schoemberger espera que o restante da semana seja menostenso, já que os Estados Unidos param na quinta-feira paracomemorar o Dia de Ação de Graças. Na metade da sessão, o Banco Central voltou a realizar umleilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridademonetária definiu taxa de corte a 1,7780 real e definiu,segundo operadores, ao menos uma proposta. (Edição de Angela Bittencourt)

SILVIO CASCIONE, REUTERS

21 de novembro de 2007 | 20h38

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