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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Dólar volta a subir e passa dos R$ 4,25

Após forte volatilidade de ontem, mercado busca ‘ponto de equilíbrio’ para o câmbio, diz analista

Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2019 | 10h46
Atualizado 27 de novembro de 2019 | 12h32

Após a grande volatilidade registrada ontem no mercado de câmbio, o dólar opera nesta quarta-feira, 27, um pouco mais comportado. A moeda americana chegou a abrir em queda de 0,3% em relação ao real, cotada a R$ 4,2274. Depois, começou a subir e registrou uma alta de 0,57%, aos R$ 4,2549. Às 12h32, o dólar comercial batia os R$ 4,2676.

Para o diretor-superintendente da corretora Correparti, o mercado está tentando achar um ponto de equilíbrio, após a forte alta de ontem, mas sempre com receio do Banco Central, diz Jefferson Rugik, diretor-superintendente da Correparti. "Repercute ainda nas mesas o discurso do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que deixou bem claro que, se preciso for, a autoridade monetária voltará e utilizar de sua artilharia para evitar uma alta excessiva da moeda."

Em evento ontem, Campos Neto afirmou que o BC voltará a intervir no mercado se identificar movimentos "disfuncionais" na cotação da moeda. "Se amanhã (hoje) o BC entender de novo que há um movimento disfuncional e que há gap de liquidez, voltaremos a fazer intervenção. Mas essas intervenções não têm capacidade de alterar movimentos de longo prazo, que têm como origem bases macroeconômicas. Elas apenas atenuam o movimento de curto prazo", disse.

Campos Neto reforçou que a autoridade monetária tem seguido o "princípio da separação" entre a política monetária e a política cambial. "Mais recentemente, tenho lido que minhas declarações têm gerado controvérsias. Mas as intervenções do BC são feitas para atenuar oscilações fora do normal no câmbio", afirmou.

A alta do dólar frente o real nesta manhã se alinha também ao viés positivo do índice DXY, que compara a moeda americana frente uma cesta de seis moedas fortes, na esteira do otimismo dos investidores com as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

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