Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar acelera alta e fecha a R$ 3,18, maior valorização em dois meses

Declarações de Temer de que governo busca equilíbrio no câmbio e força da moeda frente a outras divisas internacionais impulsionaram alta da moeda americana, que voltou a se aproximar do patamar de R$ 3,20

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2016 | 16h37
Atualizado 12 de agosto de 2016 | 20h23

O dólar à vista acelerou a valorização iniciada no dia anterior e fechou nesta sexta-feira, 12, a R$ 3,1847, uma alta de 1,47%. Durante a tarde, a moeda chegou a se aproximar do patamar de R$ 3,20, operando a R$ 3,19 (1,70%). No acumulado da semana, a divisa somou ganho de 0,48% frente ao real.

Se até o meio da semana especulava-se que a cotação do dólar pudesse ceder até R$ 3,00 ou menos, por conta da expectativa de ingresso de recursos ao País, agora o mercado trabalha com R$ 3,13 como uma barreira para o Banco Central, pelo menos no curto prazo. Foi nesse patamar que a autoridade monetária anunciou, na quarta-feira, 10, a elevação de 50% na ração diária de contratos de swap cambial reverso. Na quinta e nesta sexta-feira, 12, o BC ofertou ao mercado 15 mil contratos desse tipo (US$ 750 milhões), e não mais 10 mil, como vinha fazendo. 

Em uma primeira reação, ontem, o dólar à vista subiu 0,29%. A alta bem mais expressiva nesta sexta-feira refletiu dois fatores. O primeiro foi a fala do presidente interino, Michel Temer, de que a apreciação do câmbio é uma preocupação e que a orientação do governo será na busca de um equilíbrio. O outro fator foi o fortalecimento do dólar frente a maioria das moedas de países emergentes no período da tarde, depois de uma manhã de desempenho fraco. Na máxima do dia, a cotação do dólar à vista chegou a R$ 3,1930 (+1,74%).

O dólar já iniciou o dia em alta ante o real, na contramão da tendência predominante no mercado internacional, que ainda era de desvalorização da divisa americana. No início do dia, a moeda americana se enfraqueceu perante às demais, com a divulgação de indicadores econômicos mais fracos que o esperado, que reforçaram as apostas de que o aumento de juros nos Estados Unidos deve demorar mais. A moeda voltou a ganhar fôlego à tarde, o que acabou por reforçar a apreciação ante o real.

Bolsa. Depois de bater mínimas no início da tarde, a Bovespa desacelerou as perdas na última hora fechou estável aos 58.298,40 pontos, distante da mínima, quando foi aos 57.987 pontos (-0,54%). A melhora ocorre em sintonia com as bolsas de Nova York, onde a queda foi reduzida, ao mesmo tempo em que os contratos futuros de petróleo passaram a subir mais de 2,0% em Londres e em Nova York./ COM REUTERS

 

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