Dólares entram e juros caem

Os mercados brasileiros continuam reagindo às recentes decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica de juros Selic em um ponto porcentual na semana passada, com possibilidade de queda ainda maior nas próximas semanas, e do FED - banco central norte-americano - de manter as taxas de juros dos EUA, dando prosseguimento à política de reduzir o crescimento da economia daquele país, considerada superaquecida pelo governo.As taxas de juros prefixados para contratos de swap, com base de 252 dias úteis, o melhor indicador de taxas de juros de longo prazo, recuaram de 18,83% ao ano ontem para 18,79% ao ano hoje. Os juros futuros continuam registrando queda na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), conseqüência do otimismo do mercado e da expectativa de que, a qualquer momento, o Banco Central reduza novamente a taxa Selic (hoje em 17,5% ao ano). Contribui para isso a inflação medida pela Fipe, que, na terceira quadrissemana de junho, ficou em 0,15%, o que levou os técnicos a reduzirem a previsão de inflação para o ano para 4,5%. O comportamento do mercado externo (queda do Dow Jones e do Nasdaq) até poderia sugerir uma atuação mais cautelosa do Banco Central em relação à Selic, mas outro fator positivo foi mais forte para não afastar o mercado de juros de sua tendência de queda: a grande entrada de dólares hoje.O fluxo cambial amplamente positivo foi o principal motivo apontado pelos operadores para explicar a queda do dólar nesta quinta-feira. A cotação da moeda norte-americana encerrou o dia em baixa de 0,55%, a R$ 1,8120.O dólar só não caiu ainda mais por causa da possibilidade de uma nova redução da taxa Selic, o que seria um fator de alta para o câmbio, ao menos num primeiro momento, já que uma menor remuneração da aplicação poderia afugentar investidores estrangeiros.

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