Dolce e Gabbana podem ser presos

Estilistas italianos são acusados de sonegar impostos ao vender suas marcas; pena pode chegar a dois anos e meio

MILÃO, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2013 | 02h09

Os estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana podem ficar até dois anos na prisão por sonegação de impostos, informou ontem, a Promotoria de Justiça de Milão.

Os donos da Dolce & Gabbana são acusados de não declarar impostos ao receber royalties de 1 bilhão (mais de US$ 1,2 bilhão)em uma operação envolvendo suas marcas.

Os designers, que têm entre seus clientes a cantora Madonna e a modelo Naomi Campbell, afirmam que as acusações são falsas.

Os promotores dizem que os dois estilistas venderam as marcas D&G e Dolce & Gabbana para a holding Gado, sediada em Luxemburgo, há nove anos. A operação teria o objetivo de evitar o pagamento de impostos na Itália, já que a taxação sobre este tipo de operação no país é uma das mais altas do mundo.

O promotor Gaetano Ruta disse ontem que Dolce e Gabbana se beneficiaram ao montar uma complexa venda de ativos. "Uma fatia de 80% da Gado era controlada pela D&G, da qual Dolce e Gabbana tinham 50% cada um", explicou Ruta.

O governo italiano lançou uma ofensiva contra empresas que buscam fugir de impostos. Isso incluiu investigações públicas sobre ricos e famosos. Esse comportamento se espalhou pela Europa, onde vários países investigam companhias que tentam fugir da taxação.

Casos anteriores envolvendo celebridades italianas foram resolvidas com acordos. O cantor de ópera Luciano Pavarotti pagou mais de US$ 12 bilhões em impostos atrasados, enquanto o ex-piloto de motociclismo Valentino Rossi pagou US$ 51 milhões às autoridades. / REUTERS

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