EFE
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Dolce & Gabbana reabre lojas em Milão após protesto e ‘desdém’

A grife fechou as portas por três dias após ser impedida de  participar de semana da moda, por causa de condenação

Economia & Negócios,

22 de julho de 2013 | 18h42

SÃO PAULO - As nove lojas da grife Dolce & Gabbana reabriram as portas nesta segunda-feira, 22, após três dias de fechamento em  protesto pelo tratamento recebido pela Cidade de Milão. A prefeitura barrou a participação da marca em uma semana de moda feminina, alegando que o evento não comportava condenados.

No dia 19, um tribunal de Milão condenou os dois desenhistas da grife, Domenico Dolce e Stefano Gabbana, a um ano e oito meses de prisão por delito de evasão fiscal de um milhão de euros (US$ 1,3 milhões, o equivalente a R$ 2,9 milhões).

Os estilistas publicaram na edição de sábado do La Repubblica e Corriere della Sera, duas páginas inteiras, uma com um comunicado dos dois e outra com um de seus advogados defendendo-se das acusações.

No manifesto, os donos da grife reclamam das autoridades e também do tratamento recebido pela mídia. Eles explicam que o fechamento "simboliza o desdém" da Dolce & Gabbana pelo tratamento que estão recebendo. O manifesto diz:

"Nós não estamos mais dispostos a tolerar acusações injustas em nome da Guardia di Finanza italiana (Polícia fiscal italiana) e da Agenzia delle Entrate (Equivalente à Receita Federal), os ataques do Ministério Público e o ataque da mídia a que fomos submetidos. Não só para nós mesmos, mas, acima de tudo, para as pessoas que trabalham conosco. Finalmente, indignados com a forma como estamos sendo tratados pela cidade de Milão, decidimos fechar todas as nossas lojas na cidade (um total de nove lojas de varejo) pelos próximos três dias a partir de hoje. Nascemos em Milão e temos sido sempre muito gratos a esta cidade.

No entanto, também deve ser dito que, nos últimos 30 anos, temos dado uma grande contribuição para esta cidade: prestígio e visibilidade internacional, empregos e desenvolvimento econômico. Apenas considerando as nossas lojas em Milão, damos emprego a mais de 250 pessoas (que durante o protesto serão devidamente remuneradas, mesmo com as nossas lojas fechadas). Apesar de nossa paixão e senso de responsabilidade que nos empurra a continuar a trabalhar com a nossa dedicação rígida e habitual, estamos cansados de sermos submetidos a calúnias e insultos contínuos, que são prejudiciais para a serenidade do nosso local de trabalho e atrapalha o nosso trabalho como designers. Nós temos muita sorte de trabalhar com pessoas que são dotados de excelência rara, tanto a partir de um ponto de vista técnico e profissional como do ponto de vista pessoal, pois eles acreditam em nós e esta situação está tirando a sua motivação. O fechamento de nossas lojas em Milão, é um símbolo do nosso desdém."

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