EFE
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Dolce Gabbana fecha lojas em Milão em protesto contra prisão de designers

Cartazes na porta alegam 'fechamento por motivo de indignação', pela prisão de  Domenico Dolce e Stefano Gabbana

19 de julho de 2013 | 09h40

SÃO PAULO - As lojas da marca de luxo Dolce Gabbana em Milão, na Itália, amanheceram nesta sexta-feira, 19, com placas na vitrine anunciando que estão fechadas na por motivo de "indignação" contra as autoridades locais.

A direção da grife, que está entre as mais famosas do mundo, decidiu fechar várias lojas após ser impedida de participar da semana da moda de Milão. O motivo do impedimento foi a pena imposta pelo Tribunal de Milão, que determinou a prisão dos dois principais designers da marca por um ano e oito meses por crime de evasão fiscal.

Os estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana foram condenados no mês de junho por fraude fiscal. Eles emitiram comunicado oficial dizendo que pretendiam recorrer da decisão da Justiça italiana.

"Ficamos chocados quando percebemos que a mídia entendeu mal o veredito, virando-o de cabeça para baixo", declarou o advogado da dupla, ao anunciar a intenção de recorrer da decisão.

Os donos da Dolce & Gabbana são acusados de não declarar impostos ao receber royalties de mais de US$ 1,2 bilhão em uma operação envolvendo suas  marcas. Os designers, que têm entre seus clientes a cantora Madonna e a modelo Naomi Campbell, afirmam que as acusações são falsas.

Os promotores dizem que os dois estilistas venderam as marcas D&G e Dolce & Gabbana para a holding Gado, sediada em Luxemburgo, há nove anos. A operação teria o objetivo de evitar o pagamento de impostos na Itália, já que a taxação sobre este tipo de operação no país é uma das mais altas do mundo.

O promotor Gaetano Ruta disse ontem que Dolce e Gabbana se beneficiaram ao montar uma complexa venda de ativos. "Uma fatia de 80% da Gado era controlada pela D&G, da qual Dolce e Gabbana tinham 50% cada um", explicou Ruta.

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