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Conar pede que Dolly retire propaganda com crianças do ar

Órgão diz que, em campanha, crianças vestidas de coelho incentivam o consumo de refrigerante

Nathália Larghi, O Estado de S.Paulo

01 Junho 2017 | 15h57

SÃO PAULO - Conhecida por seus comerciais de televisão bem característicos, a marca de refrigerantes Dolly pode ter uma de suas propagandas suspensa da TV. A campanha em questão foi criada para a Páscoa e mostra crianças fantasiadas de coelho cantando o jingle da marca. A infração, segundo o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), se dá pelo fato de os participantes aparecerem falando e incentivando a compra ou o uso do produto anunciado.

O Conselho não proíbe a participação de menores de idade em propagandas, desde que elas não vocalizem apelos de consumo em comerciais de produtos que interessem a crianças e adolescentes. O caso de um menor sugerindo a abertura de uma conta em determinado banco, por exemplo, teria um tratamento diferente, já que o anunciante não é destinado nem atrai o público infantil. Outro problema, segundo o órgão, seria o tipo de produto, que segundo o Conar precisa de cuidados ao consumir, já que é rico em açúcar.

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Em nota, a Dolly afirmou que não foi notificada pelo Conar e se disse surpresa pelo fato de a campanha ser veiculada anualmente desde 2007. O Conar, por outro lado, garante que avisou à empresa que ela seria julgada e não obteve resposta. Mesmo assim, o julgamento foi realizado e o resultado foi enviado à Dolly na última quarta-feira, 31.

Atuação do Conar. O Conselho é uma entidade privada, que não atua a partir de legislação, mas leva em consideração a disposição do anunciante em atender às suas recomendações. 

"Não proibimos uma propaganda, apenas recomendamos que deixe de ser exibida. Não podemos multar ou propor medidas cíveis e penais contra um anunciante e agência, mas os próprios veículos são resistentes em transmitir uma propaganda reprovada pelo órgão", afirmou o Conar através de sua assessoria de imprensa.

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