Domésticas divergem sobre melhor regime

A falta de acordo entre domésticas e patrões, para regimes mensalistas, tem contribuído para o aumento do número de empregadas diaristas. Há mais de 20 anos trabalhando como doméstica, Vera Lucia Raposo, 48 anos, gostaria de voltar a trabalhar como mensalista, mas é diarista desde 2008 por não encontrar uma boa oportunidade.

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2014 | 02h09

"Recebendo por dia, se ganha mais, mas compensa ser mensalista pelos benefícios." Atualmente, Vera trabalha cerca de seis horas por dia, de segunda-feira a sexta-feira, em cinco casas. Segundo ela, a PEC não teve grande impacto no mercado. "Não mudou, porque está difícil achar quem pague bem para mensalistas."

Já Zilma Maria Marques de Sousa, 41 anos, é diarista há um ano e quatro meses e prefere esse regime, porque, segundo ela, a remuneração é maior. Atualmente, trabalha em três casas diferentes em quatro dias na semana. "Pensei em trabalhar por mês, mas, por enquanto, estou me dando bem." Há quatro meses, Zilma recebeu uma proposta para ser mensalista e recusou. "Não conseguimos chegar a um acordo. Ofereceram um salário menor do que eu queria." / Daniela Frabasile e Ian Chicharo Gastim, especial para O Estado de S.Paulo

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