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Dona da Nextel aprova plano contra falência

Plano cede controle da NII Holdings a detentores de bônus da empresa, que tem dívida estimada em cerca de US$ 4,35 bilhões

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2015 | 02h05

A NII Holdings, dona da marca Nextel no Brasil, recebeu na quinta-feira aprovação de um tribunal dos Estados Unidos para seu plano de saída da proteção contra falência sob o controle de detentores de bônus, incluindo a gestora Aurelius Capital Management, disse o advogado da companhia.

A empresa teve aprovação para seu contestado plano de recuperação de passivos da ordem de US$ 4,35 bilhões por parte da juíza Shelley Chapman no tribunal de falências de Manhattan, concluindo um julgamento que começou mais cedo neste mês, disse o advogado da NII Scott Greenberg em e-mail na quinta-feira.

O plano, que cede o controle da companhia para a Aurelius e outros detentores de bônus emitidos pela empresa, é baseado em uma série de acordos para complexas disputas legais sobre a validade de transferências entre companhias do grupo.

Embora a maior parte dos credores tenha apoiado o acordo, um credor conhecido como grupo CapCo o considerou muito favorável à Aurelius. Ele também afirmou que a NII Holdings teria reduzido o pagamento à CapCo em US$ 150 milhões -- mais de um terço da dívida total. A CapCo, que queria que Chapman rejeitasse o acordo, alegou que algumas das resoluções eram inválidas e que a Aurelius não deveria ter direito à fatia extra de participação que recebeu. A NII entrou no Capítulo 11 (pedido de proteção contra falência de acordo com a lei dos EUA) em setembro. Posteriormente, como parte do plano de recuperação, a empresa vendeu seus ativos mexicanos para a AT&T por US$ 1,9 bilhão.

Em meio a crise do grupo, a companhia anunciou em agosto do ano passado a venda da Nextel Chile ao Grupo Veintitrés de Argentina e a fundos de investimentos da ISM Capital e Optimun Advisors, do Reino Unido e dos Estados Unidos, respectivamente. Mesmo destino foi dado à Nextel no Peru, em 2013, por sua vez adquirida pelo grupo chileno Entel.

Brasil. Uma das opções consideradas para retirar a empresa do processo falimentar foi a venda da operadora brasileira. Um dos desafios para isso é melhorar as margens da empresa, na tentativa de conseguir uma avaliação melhor da companhia pelos concorrentes.

Apesar de a Nextel Brasil não estar diretamente ligada ao pedido de recuperação judicial da sua controladora, a crise no grupo reacendeu as discussões sobre o futuro da empresa. A Nextel Brasil tem um a base de clientes de cerca de 1 milhão de assinantes de telefonia celular, concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de aproximadamente 3 milhões de usuários de rádio. Apesar de a tecnologia ser considerada superada, a empresa pretende manter o serviço por mais alguns anos.

A Nextel perdeu competitividade no Brasil nos últimos anos. Antes, concentrava clientela no segmento corporativo, atraídos pela vantagem de falar sem custos por meio do rádio. Desde 2009, quando a TIM começou a oferecer chamadas ilimitadas dentro de sua rede, sendo seguida rapidamente pelas demais operadoras, essa vantagem competitiva passou a se esvair. A empresa também precisava se adaptar à realidade atual, focada em dados.

Para isso, a empresa vem tentando modificar a sua oferta, focando principalmente na internet banda larga. A empresa tem feito ofertas agressivas do serviço de dados - com comerciais que comparam seus preços aos das demais operadoras - para ampliar sua base de assinantes / REUTERS

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