Nacho Doce/Reuters
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Dona das Casas Bahia e Ponto Frio tem queda de 12,7% na receita

Apesar do resultado da Via Varejo, todo o Grupo Pão de Açúcar fechou o 1º trimestre com uma alta de 3% na receita, graças à forte expansão do 'atacarejo' Assaí

Dayanne Sousa, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2016 | 11h52

SÃO PAULO - A Via Varejo, empresa de comércio de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar (GPA), reportou queda de 12,7% na receita líquida no primeiro trimestre de 2016 na comparação com igual período do ano anterior. A companhia apurou R$ 4,704 bilhões de receita entre janeiro e março deste ano.

Apesar do resultado negativo, o GPA considerou que houve melhorias na Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio. Segundo o grupo, a empresa teve ganho de participação de mercado.

As vendas no critério mesmas lojas, que consideram apenas os pontos de venda abertos há mais de um ano, recuaram 11,8% no primeiro trimestre. Ainda assim, o GPA considerou que houve evolução. No mês de janeiro, a queda nas vendas mesmas lojas havia sido de 25%, informou a empresa. Já em fevereiro e março esse recuo foi menor, de 3,1%.

Depois de ter fechado 50 lojas em 2015, a Via Varejo seguiu com o fechamento de pontos de venda de baixo desempenho, informou o grupo. Não foram informadas, porém, quantas lojas foram fechadas no início de 2016.

"Atacarejo". Todo o Grupo Pão de Açúcar (GPA), por sua vez, apurou receita líquida consolidada de R$ 17,754 bilhões no primeiro trimestre de 2016, resultado 3% mais alto que o do mesmo período do ano anterior.

A receita cresceu 10,9% no varejo alimentar, que compreende as bandeiras Extra, Pão de Açúcar e Assaí. Nesse negócio, a receita atingiu R$ 9,888 bilhões entre janeiro e março.

O crescimento mais forte foi o do Assaí. A bandeira que opera o formato conhecido como "atacarejo" cresceu 36,2% na comparação anual, terminando o trimestre com R$ 3,148 bilhões de receita líquida.

O GPA afirmou que o crescimento do Assaí já faz com que ele seja mais representativo no total das vendas do varejo alimentar do que os hipermercados. Esse cenário marca uma mudança na composição das vendas já que, até o final de 2015, os hipermercados da bandeira Extra tinham um peso maior no total. No último ano, os hipermercados tiveram queda nas vendas em meio à migração dos consumidores para o atacado de autosserviço.

No critério mesmas lojas, que considera apenas os pontos de venda abertos há mais de um ano, as vendas consolidadas do GPA subiram 0,8% na comparação com o ano anterior. Já o varejo alimentar reportou alta de 6% nas vendas mesmas lojas.

E-commerce. As vendas no Brasil da empresa de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar e do Casino, a Cnova, registraram queda de 24,9% no primeiro trimestre de 2016 na comparação com igual período do ano anterior. A companhia reportou receita de R$ 1,177 bilhão entre janeiro e março ante R$ 1,568 bilhão nos mesmos meses de 2015.

A companhia informou que o resultado de vendas foi impactado pela mudança na cobrança de ICMS que passou a vigorar em janeiro. De acordo com a Cnova, esse impacto tributário foi responsável por diminuir as vendas líquidas no Brasil em cerca de R$ 82 milhões.

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