Wilton Junior / Estadão
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Donald Trump e Jair Bolsonaro podem se encontrar em Davos

Expectativa é que Trump estivesse presente na posse de Bolsonaro; encontro na estação de esqui de Davos ocorre entre os dias 22 e 25 de janeiro

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2018 | 08h44

GENEBRA - O presidente eleito Jair Bolsonaro poderá ter sua primeira reunião com o presidente americano Donald Trump no final de janeiro, na estação de esqui de Davos. O chefe da Casa Branca confirmou que estará no encontro da elite mundial na Suíça, pelo segundo ano consecutivo. Já a equipe de Bolsonaro indicou que ele deve usar Davos como uma espécie de estreia mundial de seu governo.

A esperança de parte de equipe de transição no Brasil era de que Trump estivesse na posse de Bolsonaro no dia 1º de janeiro. Mas a Casa Branca confirmou na noite de terça-feira que o evento será acompanhado apenas pelo secretário de Estado, Mike Pompeo. Na última posse de um chefe-de-estado no Brasil, a Casa Branca enviou o então vice-presidente, Joe Biden. 

Davos, três semanas depois, começa a ser preparada para ser o palco do primeiro encontro entre os dois líderes. Fontes indicam que o encontro é "uma possibilidade". 

Bolsonaro e sua equipe responsável pela política externa tem dado sinais claros de que querem uma aproximação total com o governo Trump, deixando europeus e chineses preocupados diante de um alinhamento entre Brasília e Washington. 

Em termos comerciais, a expectativa é ainda de que haja um compromisso entre os dois países para pressionar por uma reforma das regras internacionais e, assim, frear a expansão chinesa. Temas como migração, cooperação militar e outros assuntos também fazem parte de uma agenda bilateral.

A situação da Venezuela também pode ser um dos assuntos, conforme encontros informais iniciais já indicaram. 

Logo após a vitória nas urnas de Bolsonaro, Trump o telefonou para felicitar pela eleição. Nas redes sociais, indicou os assuntos onde esperava uma aproximação entre os dois países. “Concordamos que o Brasil e os Estados Unidos vão trabalhar em conjunto no comércio, forças armadas e tudo o resto”, disse.

Ao passar pelo Brasil em novembro, o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, considerou que a eleição de Bolsonaro seria uma "oportunidade histórica" para as relações dos EUA com o Brasil.

Em Davos, a delegação brasileira deve contar com o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, com o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, com o chanceler Ernesto Araújo e seus colabores mais próximos. 

Do lado americano, Trump estará acompanhado pelo secretário de Tesouro, Steven Mnuchin, além de Mike Pompeo, o secretário de Comércio, Wilbur Ross, e o Representante dos EUA para o Comércio, Robert Lighthizer.

Em janeiro de 2018, Trump usou o Fórum de Davos para defender seu projeto de “America First” (America Primeiro) e pedir que empresários de todo o mundo investissem nos EUA. 

Agora, além do possível encontro com Bolsonaro, Trump também terá em sua agenda a tensão comercial com a China. Ainda existe a possibilidade de que o presidente chinês, Xi Jinping, viaje para Davos, depois de ter esnobado o encontro em 2018.  

O encontro na estação de esqui de Davos ocorre entre os dias 22 e 25 de janeiro. 

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