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Dono da CVC nega acordo com fundo

Empresário diz que não acertou venda de empresa para o Carlyle

Paula Pacheco, O Estadao de S.Paulo

23 de maio de 2009 | 00h00

O fundador do Grupo CVC, Guilherme Paulus, desmentiu que esteja negociando com o fundo de investimentos americano Carlyle Group a venda do controle da empresa. De acordo com o empresário, as negociações terminaram em março depois que o Carlyle fez uma oferta pouco atraente. O grupo é dono da CVC, maior operadora de turismo do Brasil, da companhia aérea WebJet Linhas Aéreas, da GJP Administradora de Hotéis e da CVC Cruzeiros. O acordo de venda incluiria todas as empresas.Categórico, Paulus afirma que não tem interesse em vender o grupo, "mas sempre que tiver uma grande proposta, vou ouvir". A ideia inicial do empresário era abrir o capital da CVC. Para isso fez contato com alguns fundos de private equity a partir de setembro passado. Um deles foi o próprio Carlyle. Com o agravamento da crise financeira global, o IPO foi deixado de lado e Paulus passou a negociar com o fundo americano a venda de parte da companhia.Segundo Paulus, as negociações foram feitas entre ele e o diretor executivo do Carlyle, Fernando Borges. Em recente entrevista à revista Exame, o presidente do fundo, David Rubenstein, falou sobre o interesse em pagar R$ 600 milhões por cerca de 60% do capital da companhia. No escritório da empresa, não se fala sobre o possível fim das negociações. Uma fonte próxima ao Carlyle, no entanto, diz que os dois lados ainda estão em tratativas. "Quando ele falou sobre o possível acordo as negociações já tinham se encerrado. Além disso, havia um acordo de confidencialidade", afirma o presidente da CVC.Paulus diz que não abre mão do controle porque tem um plano antigo de expandir a empresa para toda a América Latina. Hoje, a CVC tem escritórios na Argentina, Uruguai e Chile. Durante a crise teve de fechar as portas da subsidiária parisiense. "Este projeto não tem data para ser executado. Por enquanto estamos ganhando dinheiro com a operação que temos", explica.Não é a primeira vez que uma empresa de Paulus é alvo de especulações. Tempos atrás comentava-se que a WebJet passaria para as mãos da concorrente Azul. "Nunca encontrei o presidente da Azul e tenho feito muitos planos de investimento na WebJet. Atualmente estamos com 12 aeronaves e receberemos mais 3 em junho", diz Paulus.

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