Dono da EBX diz que siderúrgica pode deixar a Bolívia

O empresário Eike Batista afirmou nesta terça-feira que sua empresa, a EBX, pode deixar a Bolívia nos próximos dias. Eike negou que a situação de empresa no país seja ilegal, como acusa o presidente boliviano, Evo Morales. "É impossível um investimento deste porte entrar em um país pela porta dos fundos", afirmou o empresário em entrevista à rádio Jovem Pan. Batista afirmou que o investimento da EBX chega a US$150 milhões e que só na área ambiental os investimentos seriam de US$ 30 milhões. Estes investimentos, segundo ele, foram feitos respeitando as leis sociais e ambientais do País. O empresário observou que, diante das declarações que foram dadas recentemente pelo presidente Evo Morales, é possível que nos próximos dias seja tomada pela EBX uma decisão de reverter o investimento. Segundo ele, isso seria possível pois a siderúrgica foi montada elo sistema modular (tipo de produção baseado na informática, na qual partes de componentes completas são produzidas separadamente e unidas por sistemas de interface). Em entrevista veiculada na última segunda-feira pelo programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente boliviano, Evo Morales, manteve o discurso agressivo contra a siderúrgica. "As empresas de petróleo, ou de serviços, que se submetem às leis bolivianas terão segurança jurídica. Mas empresas como a EBX têm dois caminhos: abandonar voluntariamente ou serem expulsas", afirmou. O presidente argumenta que a empresa não respeitou as leis bolivianas e se instalou ilegalmente na faixa de fronteira. "Seguramente antes, com um tipo de suborno, puderam se instalar. Mas isso terminou", acusou.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 10h17

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