Valter Campanato/Agência Brasil
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Dono da Havan faz reuniões com investidores para testar IPO

Luciano Hang, dono da rede varejista, está tentando atingir um valor de mercado de R$ 70 bilhões para a companhia para fazer a abertura de capital

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2020 | 10h00
Atualizado 22 de setembro de 2020 | 10h38

A varejista Havan, do empresário Luciano Hang, está testando com investidores um valor de mercado da empresa na casa de R$ 70 bilhões para o seu processo de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), segundo apurou o Estadão/Broadcast. As reuniões preliminares com investidores, para tratar de preço, começaram no fim da semana passada e, por isso, ainda é prematuro se falar sobre a aceitabilidade por parte do mercado, disse uma fonte na condição de anonimato. 

A fonte destacou, assim, que não há nenhuma definição sobre o R$ 70 bilhões testados agora. Dessa forma, esse pode ser o piso do valor, o centro ou teto do preço e isso dependerá do retorno das interações com investidores. Hang iniciou as tratativas do IPO mirando um valor de mercado de R$ 100 bilhões, o que poderia indicar uma movimentação de R$ 10 bilhões na abertura de capital.

O prospecto da companhia foi protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de agosto. Em um primeiro momento, os recursos serão utilizados para os investimentos em expansão de lojas e do centro de distribuição, tecnologia e reforço no capital de giro. A varejista nasceu em Santa Catarina e hoje tem 147 lojas físicas, muitas com a "marca" de terem na fachada uma réplica da Estátua da Liberdade.

No primeiro semestre do ano, a Havan registrou um prejuízo líquido de R$ 127,5 milhões, ante um lucro líquido de R$ 193,9 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação, juros e amortização) foi de R$ 369,3 milhões na primeira metade de 2020, em relação a R$ 522,1 milhões na primeira metade de 2019. E a receita líquida, também de janeiro a junho, foi de R$ 3,269 bilhões, frente a R$ 3,630 bilhões no comparativo anual.

"O plano de expansão da Havan é arrojado, e continuamos firmes no nosso desafiador projeto de termos 200 megalojas operando até o final de 2022", aponta o documento.

São coordenadores da oferta Itaú BBA, XP, BTG Pactual, Morgan Stanley, Bank of America, Bradesco BBI, Santander e Safra.

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