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Dono da marca é obrigado a guardar 5 mil pares fajutos

Especializada na fabricação de tênis para skatistas, a gaúcha Freeday convive hoje com a estranha contradição de ter que guardar nos seus depósitos os calçados falsificados da própria marca, apreendidos em operações de combate à pirataria. A empresa foi designada pela Justiça como fiel depositária dos tênis piratas com quais os seus produtos originais têm de competir no mercado.''''Já são 5 mil pares'''', conta o empresário Antônio de Freitas, dono da Freeday. Alvo de falsificações em vários pontos do País, ele foi obrigado a contratar os serviços de caça-piratas de um escritório de advocacia de Porto Alegre para proteger a sua marca. Segundo Freitas, muitos alertas dos pontos dos piratas são feitos pelos lojistas que vendem o produto original e sofrem concorrência desleal.''''Essa situação é terrível. Temos de pagar pela equipe de advogados, o frete até o depósito, o armazenamento e a destinação final do produto depois da decisão da Justiça.'''' Na maioria dos casos, os tênis falsificados são destruídos.Para Newton Vieira Júnior, sócio da Garé & Ortiz do Amaral Advogados, a mudança na Lei de Propriedade Intelectual é urgente para o combate à pirataria. Segundo ele, a pena de um a três meses de detenção para quem vende e de três meses a um ano para quem fabrica produtos piratas é muito branda, e ninguém vai preso.

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