Dono da Transbrasil deve até para loja de sapatos

O setor de inteligência da polícia de Goiás iniciou uma investigação informal em torno do empresário Dilson Prado da Fonseca, novo proprietário da Transbrasil, para verificar se ele está envolvido com negócios ilícitos. Além de quatro processos na Justiça do Estado, Dilson responde a quatro ações trabalhistas em Goiás e Pará. O empresário também estaria na relação de inadimplentes de uma loja de Goiânia, onde comprou calçados e não pagou.Segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, ainda não há informações que possam ligar Fonseca a negócios ilegais mas, mesmo assim, a polícia decidiu fazer um rastreamento das atividades do empresário. "A imprensa tem publicado diversas informações que colocam dúvida sobre seu poderio econômico. Por isso, abrimos informalmente uma investigação", confirma uma fonte da Secretaria de Segurança.Fonseca já estava envolvido em quatro processos na Justiça de Goiás, e dois deles envolvem um terreno no Setor Santa Genoveva, onde foi construído um galpão. A área é questionada por João José Assunção, que alega não ter recebido o valor real do imóvel, comprado pelo empresário.Outra ação, de reintegração de posse, é movida por João Machado Marinho, que adquiriu o galpão de Fonseca, mas teve a propriedade invadida pelo próprio empresário. Segundo consta no processo, Fonseca ocupou o prédio, chegando a danificar algumas instalações. A atitude foi tomada pelo fato de Marinho ter atrasado uma das prestações.O novo proprietário da Transbrasil também é citado em dois processos que correm nas 6.ª e 8.ª Varas da Justiça Trabalhista de Goiás, movidos por João Wandir de Miranda Ferreira e Mauro Batista, além de outros dois no Tribunal Regional do Trabalho, em Belém. Todas as ações ainda estão em fase de cumprimento de mandado e abertos às partes.Segundo a fonte da Secretaria de Segurança, o empresário também estaria com registro negativo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), inclusive por não ter pago sapatos comprados no comércio da cidade em 1998 e 1999. O SPC não quis dar informações à respeito, o mesmo acontecendo com funcionários da loja.Fonseca chegou a registrar quatro empresas em Goiânia, mas nenhuma delas está em funcionamento. A principal, a Táxi Aéreo El Shadday, tem como endereço sua própria casa, localizada no Setor Santa Genoveva, um bairro próximo ao aeroporto. Hoje, a residência do empresário estava fechada e, aparentemente, não está sendo usada há alguns dias.

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