Donos da Schincariol são soltos em São Paulo

Os 20 presos no Estado de São Paulo durante a Operação Cevada - que está investigando sonegação fiscal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas de cervejarias - já foram liberados da Superintendência da Polícia Federal, na capital. Além dos proprietários - Adriano, Alexandre e Gilberto Schincariol - e executivos da Schincariol estavam detidos também pessoas ligadas à cervejarias Itaipava e a distribuidoras de cerveja que, segundo a PF fazem parte de um esquema montado para lesar o fisco. Os primeiros nove foram liberados por volta de 3h30 da madrugada. E os 11 restantes só saíram da PF pouco antes das 6h00. A liberação só aconteceu por ter expirado o prazo de detenção concedido pelo mandado de prisão temporárias de todos os envolvidos no caso. Alguns ainda permanecem em São Paulo, mas a maioria já seguiu para as cidades do interior, onde reside. O inquérito policial, de 1,6 mil páginas, aponta uma "gigantesca organização criminosa" bem estruturada, em que as distribuidoras Dismar e Disbetil fariam o chamado "trabalho sujo", deixando a Schincariol fora da mira da fiscalização. Segundo a PF, as investigações fundamentadas por escutas telefônicas, mensagens por celular e e-mails e filmagens de instalações e de placas frias em caminhões que prestavam serviço às empresas, apuraram, por exemplo, que a Schincariol recebia, de quinze em quinze dias, cerca de R$ 500 mil de Otacílio de Araújo Costa, dono da distribuidora de bebidas Dismar.

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