Daniel Teixeira/Estadão
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Covid-19

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Donos de bares e restaurantes enviam carta a bancos por crédito 'sem mesquinhez'

Empresários solicitam um conjunto de sete medidas, entre elas crédito para capital de giro, com 12 meses de carência para o primeiro pagamento e com taxas próximas à Selic, hoje em 3,75% ao ano

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2020 | 19h39

Entidades que representam os donos de bares e restaurantes pelo País encaminharam nesta quinta-feira, 26, uma carta aos bancos solicitando ajuda durante a crise do coronavírus. Os empresários, que estão com as portas fechadas como medida de contenção da doença pelas grandes cidades, solicitam "ajuda real, verdadeira" e "sem mesquinhez" para as instituições financeiras. 

"Um convite para que os senhores não percam dinheiro, não percam mercado, mas simplesmente deixem apenas por um ano de lucrar sobre os negócios de bares e restaurantes", afirma o documento, que é assinado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e outras cinco instituições.

O texto afirma que os empresários do ramos estão "em terra arrasada". Eles solicitam um conjunto de sete medidas, entre elas crédito para capital de giro, com 12 meses de carência para o primeiro pagamento e com taxas próximas à Selic, o juro médio da economia, que hoje é de 3,75% ao ano.

"Estamos desesperados. É hora de vocês mostrarem uma resposta imediata a todas as pessoas físicas e jurídicas, incluindo governos, que ajudaram os bancos a terem lucros vultosos, em um país com diferenças abissais", afirma o texto.

Outras medidas solicitadas envolvem prazo para pagamento acima de 48 ou 60 meses, o fim de garantias por parte dos empresários para a obtenção das linhas, a isenção da certidão negativa de débitos e a prorrogação ou renegociação de crédito já contratado, com juros iguais ou menores. 

O setor de bares e restaurantes vem sendo um dos mais afetados pela crise que se desenvolve em torno da pandemia do coronavírus. Os estabelecimentos estão sem operação em boa parte do País após decretos municipais e estaduais que pedem o fechamento de serviços não fundamentais, como forma de reduzir a circulação e conter a escalada da covid-19.

Estimativas de entidades patronais, como a Associação Brasileira das Lojas Satélites (Ablos), que reúne as lojas maiores dos shoppings, e Abrasel, falam em até 5 milhões de desempregados no comércio pelo País, até o fim de abril.

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