Donos do próprio negócio se sentem mais bem-humorados

Tranqüilidade e bom humor foram as principais mudanças detectadas no comportamento de trabalhadores do Rio Grande do Sul que optaram por gerenciar a própria empresa. Isso é o que revela a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a pedido da Associação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Autogestão (Anteag). Esses são os primeiros indicadores de um segmento que cresce a cada dia no País: o das empresas ou indústrias em estado de pré-falência recuperadas com base no regime cooperativo.Os resultados foram publicados em livro editado pela Anteag e produzido pelo Ibase. A obra foi lançada nesta sexta-feira, no 1º EncontroNacional de Empreendimentos de Economia Solidária, reúne em Brasília mais de dois mil donos de negócio de todo o Brasil. Segundo o estudo, mais de 62% dos entrevistados responderam que seu comportamento pessoal mudou ao trabalhar numa empresa de autogestão. A mudança mais significativa, com 19% de indicações, foi o ganho no estado de humor. Na seqüência, as mudanças principais apontadas foram: estar mais responsável, se tornar mais cooperativo e solidário, sentir que cresceu pessoalmente e sentir que cresceu profissionalmente. Segundo o coordenador do estudo, o pesquisador João Roberto Lopes, a maior lição da pesquisa é que a autogestão gera fatos positivos também no campo pessoal, da satisfação, critérios nem sempre julgados em programas de avaliação no trabalho formal. "Constatamos também que a autogestão existe de fato e que gera cooperação. É um sistema onde a riqueza é partilhada", disse.

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