Dornelles avaliará novo curso de habilitação

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, enviará até a próxima terça-feira, ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, um documento em caráter de urgência explicando os problemas e as possíveis soluções para a portaria assinada pelo governo do Estado de São Paulo que exige um novo curso de habilitação aos motoristas de veículos com capacidade para mais de oito pessoas, e os que transportam carga perigosa. O pedido foi feito hoje pelo ministro ao tomar conhecimento do assunto na sede da Força, em São Paulo.Dornelles se prontificou a conversar sobre o caso com os ministros da Justiça (Aloysio Nunes Ferreira) e dos Transportes (Alderico Lima). Segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 1998, todos os Estados do País deverão adotar a medida. Paulinho também já pediu ao governo que revogue a portaria.Para o presidente da Força, a nova medida aumentará a corrupção dos motoristas e a atuação dos falsificadores de documentos. "A nota mínima da prova é 7, com testes de redação e tudo. Quando o candidato perceber que não passou, com certeza ele comprará uma carta para continuar trabalhando", disse.Ele afirmou ainda que grande parte destes motoristas não tem condições financeiras para pagar o curso, hoje em R$ 125,00, o que ocasionaria demissões no setor. "A portaria não prevê nenhuma ajuda de custo por parte da empresa. Quem trabalha hoje não tem garantia de permanecer no emprego", disse.Paulinho afirmou, no entanto, que é a favor da requalificação profissional, desde que o prazo para apresentar novos documentos seja ampliado. Faltam hoje três meses e 10 dias para que o profissional adquira o certificado, já que o prazo é de seis meses, contando a partir da data de publicação da portaria, que foi em novembro de 2001."O programa de requalificação deve existir, mas deve ser feito em três ou quatro anos", argumenta. De acordo com ele, 600 mil pessoas serão prejudicadas com a portaria apenas em São Paulo.

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