Dornelles pede "vigília cívica" pela aprovação da CLT

O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, em palestra hoje na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), pediu uma "vigília cívica", a partir de 15 de fevereiro, pela aprovação no Senado da alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para que o que for negociado prevaleça sobre o legislado "desde que sem ferir nenhum direito constitucional". Dornelles destacou que a modificação não afeta direitos constitucionais. "É proibido negociar décimo terceiro salário, FGTS, contribuições à Previdência e salário-maternidade", disse.Para ele, as pessoas que dizem o contrário "estão mentindo" por motivos políticos, "por desonestidade intelectual". A alteração na lei "não tira um direito constitucional e nem uma norma de segurança no trabalho". De acordo com ele, a motivação para a alteração da lei é "fortalecer os sindicatos e criar clima para favorecer o emprego". Sobre a greve geral que está sendo convocada pela CUT para o próximo dia 20 contra a mudança na legislação trabalhista, entre outros pontos, Dornelles afirmou que "a greve é política e que greves políticas hoje não são aceitas pela sociedade". Ele também disse que "as grandes centrais de trabalhadores apóiam a mudança na lei", deixando claro que não considera a CUT uma grande central. Para ele, a CUT é "um braço do PT". Também atacou o presidente da CUT, João Felício, que, segundo o ministro, não tem contrato de trabalho regido pela CLT. "Peço que o João Felício, que é um funcionário público competente, não prejudique os metalúrgicos, porque essa legislação é boa para quem é regido para a CLT", disse o ministro.

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