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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Dos foguetes para a tecnologia dos ventos

O diretor-presidente da Altaeros Energies, Ben Glass, começou a companhia em 2010, junto com Adam Rein (e outro sócio, que depois se afastou), quando os dois estavam terminando programas de graduação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) - Glass em engenharia aeronáutica e astronáutica e Rein em administração. Glass, cujo pai foi piloto na Força Aérea israelense, planejava seguir ciência de foguetes, mas desviou dessa carreira depois de um estágio na Space X, companhia de foguetes de Elon Musk - criador da Tesla Motors e do PayPal -, antes de seu último ano do curso.

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h10

"Percebi que, para ser um cientista de foguete, era preciso ser meio bilionário e ter uma empresa de foguetes", disse. "Caso contrário, você ficaria projetando partes minúsculas de foguetes."

Interessado em energia limpa, ele se voltou para a energia eólica e acabou projetando um conjunto de turbinas para seu projeto de conclusão de curso e pondo suas habilidades de engenharia em uso na máquina flutuante. Explorando a tecnologia de sinais usada para elevar equipamentos de comunicações, vigilância e monitoramento do tempo bem acima da Terra, a Altaeros consegue ajustar a altura e alinhamento da turbina em resposta à mudança dos ventos para aumentar ao máximo a produção de energia.

Isso permite que a máquina produza em qualquer lugar duas a três vezes mais energia do que turbinas convencionais montadas em torres.

A companhia levantou mais de US$ 1 milhão nos dois últimos anos de investidores anjos, de alguns governos estaduais e do governo federal. A tecnologia poderia ajudar a prover eletricidade depois de desastres naturais.

No longo prazo, executivos dizem que esperam expandir a empresa para o mercado offshore, particularmente em lugares como a Costa do Pacífico, onde as autoridades recentemente aprovaram planos para testar plataformas com turbinas flutuantes, porque as águas eram profundas demais para assentar fundações e torres convencionais no leito do oceano. / NYT

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