Dow busca novo sócio para polo em Minas

Crystalsev deve deixar projeto de produção de plástico

Raquel Massote, O Estadao de S.Paulo

20 de agosto de 2009 | 00h00

O presidente da Dow América Latina, Pedro Suárez, disse que a companhia está procurando um novo parceiro para implementar o projeto de instalação de um polo alcoolquímico no município de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. A meta é iniciar a produção em 2013. Originalmente, o projeto seria tocado em conjunto com a trading Crystalsev. Em 2007, a Dow e a Crystalsev firmaram uma joint venture, cada uma com 50% de participação. O projeto demandaria investimentos de US$ 1 bilhão, para a formação de um canavial de 120 mil hectares e a construção de uma usina com capacidade para moagem de 8 milhões de toneladas por safra.A unidade iria produzir polietileno, uma das principais resinas plásticas vendidas no mercado, utilizando cana-de-açúcar. A perspectiva das empresas era de que as operações do polo fossem iniciadas em 2011. Mas a meta não será atingida.O atraso no projeto se deve ao recente acordo firmado pelo Grupo Santelisa Vale - controlador da Crystalsev - para a venda de parte dos ativos ao grupo francês Louis Dreyfus Commodities (LDC), o que trouxe incertezas quanto às parcerias firmadas pela companhia sucroalcooleira brasileira.É dado como certo no mercado de que a Crystalsev não participará mais da empreitada com a Dow, embora o executivo da empresa ainda espere uma confirmação oficial. Uma decisão final sobre o futuro desse acordo deverá ocorrer quando os detalhes da operação de venda da Santelisa Vale para a LDC forem divulgados, o que é esperado para até o final do ano.O projeto original da Dow e da Crystalsev era montar um complexo industrial para a produção anual de 350 mil toneladas de polietileno, para ser vendido no mercado nacional. Atualmente, o polietileno produzido no Brasil é obtido basicamente de duas matérias-primas: a nafta, obtida com o refino do petróleo nas refinarias da Petrobrás, e o gás natural. Há no Brasil apenas uma central de matérias-primas que usa o gás natural: a Rio Polímeros (Riopol), que tem capacidade para produzir 520 mil toneladas de polietileno por ano e é controlada pela Petrobrás, Unipar e BNDESPar.Pedro Suárez participou ontem do Ciclo de Conferências Internacionais Five-Diamond, promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

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