Dow Química não participará de leilão da Copene

A Dow Química confirmou que não vai participar do leilão da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene), devendo se preparar prioritariamente para assumir no País três fábricas da Union Carbide. A união Carbide acaba de ter sua fusão com a Dow autorizada pelo Federal Trade Comission (FTC), um tipo de Conselho Administrativo de Defesa da Economia (Cade) americano. A informação foi dada pelo presidente da Dow Química no Brasil, José Eduardo Senise, um brasileiro que assumiu a companhia no Brasil em agosto do ano passado. Senise enfatizou que, em dezembro, a Dow já havia adotado a postura de não participar do leilão, porque entendia, já naquela ocasião, que o principal seria gerir a incorporação das empresas pertencentes a Carbide. "É isto que vamos fazer. Veja que tratamos esta questão do leilão com importância. É a venda de um bem público e merece todo o respeito. Não vamos participar deste leilão porque temos uma missão muito séria, que é a incorporação das fábricas da Carbide no Brasil", explicou. Prazos - O presidente da Dow Química disse que, em todo o mundo, a incorporação da Carbide deverá levar 180 dias. "Mas aqui no Brasil quero fazer esta integração em até 90 dias. Vamos começar a trabalhar integrado com o pessoal da Carbide. Vamos levantar o que faremos com os novos ativos. Só para se ter uma idéia, a Dow Química e a Carbide somadas, com os números de 99, somam 2.500 funcionários e o faturamento somado das duas unidades chegava a US$ 1,1 bi. Somente no ano passado o faturamento da Dow já era de US$ 1,1 bi", disse. A Union Carbide também tem uma participação importante na Petroquímica União, de cerca de 13%, que também será analisada dentro da auditoria a ser feita agora. Possui no País uma fábrica em Cubatão, no litoral paulista; uma em Cabo, em Pernambuco e outra em Aratu, na Bahia. No Brasil, a união entre Carbide e a Dow Química ainda aguarda aprovação do Cade. "Encaminhamos toda a documentação e aguardamos a aprovação" , afirmou Senise. Investimentos - Os investimentos da Dow no País em 2001 serão de US$ 210 mi, com destaque na ampliação da fábrica de poliestireno do Guarujá, que deverá passar de uma produção de 120 mil toneladas anuais para 200 mil. " Há também investimentos em manutenção das fábricas, que são pesados na área química", salientou Senise. Perguntado se a Dow Química ainda pensa em sair do Pólo de Triunfo, o presidente da companhia disse que a Dow hoje encara o investimento em Triunfo como outro qualquer, sem maiores problemas. "No caso de Triunfo temos uma associação como outra qualquer", concluiu.

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