Doze bolsas, a maioria ainda com as etiquetas

Seduzida por descontos generosos, a gaúcha Aline gastou R$ 18 mil somente em compras e mal conheceu a cidade

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2011 | 00h00

A primeira viagem a Nova York da farmacêutica gaúcha Aline Casarin, de 29 anos, foi durante o feriado de Ações de Graças, em novembro do ano passado. Durante a Black Friday - sexta-feira de megadescontos do comércio americano - e os três dias subsequentes, ela gastou R$ 18 mil em butiques da 5ª Avenida e do Soho, na loja de departamentos Macy"s e em outlets da região, como o Woodbury.

Aline, que pagou quase US$ 3 mil pelo pacote turístico, acabou perdida em meio a uma montanha de compras: mais de seis meses após o retorno, ela ainda tem dificuldade de contabilizar o que adquiriu. De bolsas, conseguiu contar 12 - boa parte ainda com a etiqueta, esperando uma ocasião especial. Além disso, uma mala recheada de produtos Victoria"s Secret se tornou uma espécie de "reserva" de presentes para amigos e familiares.

A farmacêutica conta que, embora tenha comprado o pacote da Black Friday, na verdade tinha a intenção de ir a Nova York para conhecer a cidade. "Acabei seduzida pelas compras e entrei na onda do grupo." Além de casacos Armani, calças da Diesel e blusas da Calvin Klein, também encheu as malas de eletrônicos como iPad e máquinas fotográficas de última geração.

A aventura de consumo, motivada por preços bem mais baixos do que no Brasil, não pesou só no bolso. Rendeu dor de cabeça na volta ao País. Com quatro malas cheias, ela acabou arcando com US$ 125 por excesso de bagagem. Aline diz que voltaria a fazer um tour de compras em Nova York, mas de forma mais organizada, com prioridades claras. "Vou tentar selecionar mais, em vez de comprar tanto."

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