DPDC multa Johnson & Johnson por maquiagem

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, multou a empresa Johnson & Johnson, por ter reduzido o número de fraldas descartáveis nas embalagens das fraldas Johnson´s Baby, sem a informação adequada ao consumidor. A multa foi de R$ 1,064 milhão. Segundo o DPDC, as embalagens, que antes tinham 12 fraldas, agora passaram a ser vendidas com 10 unidades.A empresa é a oitava a ser multada pelo DPDC pela redução de peso e medidas nas embalagens sem informação adequada ao consumidor. As primeiras sete empresas multadas foram: Danone, Todeschini, Reckitt Benckiser, Quaker, Melhoramentos, Santher e Klabim Kimberly. De acordo com o DPDC a Johnson & Johnson deverá informar o consumidor de forma clara, precisa e ostensiva sobre as modificações realizadas em todos os meios de oferta, e as alterações devem ser veiculadas em meios comunicação. A empresa foi notificada a prestar esclarecimentos. Porém, durante o depoimento, a empresa não conseguiu convencer os integrantes do DPDC de que a redução do produto na embalagem era legal.Segundo Sergio Pompilio, gerente jurídico da Johnson & Johnson, a empresa tomou conhecimento das penalidades aplicadas pelo DPDC e discorda da decisão tomada, uma vez que a redução da quantidade de fraldas foi devidamente informada ao consumidor e acompanhada da correspondente redução de preços. A empresa tem 10 dias para recorrer da multa. Em relação à decisão final, o prazo para recorrer é indeterminado. Informações devem ser claras e objetivasSegundo a diretora de estudos e pesquisas da Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo estadual, Vera Marta Junqueira, os produtos que não fornecem as informações claras e objetivas para os seus consumidores devem ser punidos. "O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante o direito a informação. Só através da informação correta é que o consumidor consegue fazer uma compra com critérios", avalia Vera Marta.De acordo com a diretora do Procon-SP, a falta de informação correta tira do consumidor a possibilidade de realizar uma compra criteriosa, ferindo seus direitos. "Se a quantidade dos produtos diminui na embalagem sem aviso adequado, o consumidor acaba sendo enganado na compra", alerta.Vera Marta explica que o consumidor deve ficar atento aos produtos, ao seus pesos e medidas e seus preços, para evitar comprar produtos que estão maquiando um aumento de preços. Se perceber redução na quantidade do produto na embalagem sem queda proporcional no preço, o consumidor deve denunciar o produto nos órgão de defesa do consumidor.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2001 | 18h45

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