Draghi está sob pressão para salvar euro

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deve cumprir sua promessa de fazer o que for preciso para proteger o euro quando as autoridades do banco central se encontrarem na quinta-feira, ou então enfrentar forte decepção de investidores famintos que esperam por uma ação imediata.

FRANKFURT, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h09

Draghi afirmou na semana passada que, dentro de suas responsabilidades, o BCE está pronto para fazer o que for necessário para preservar o euro, alimentando expectativas de que o BCE pode reativar seu programa de compra de títulos como fez um ano antes, quando começou a comprar dívida governamental da Espanha e da Itália.

Mas, em vez disso, o BCE pode explorar novas ferramentas de política como compras totais de ativos, ou quantitative easing, algo que seus pares Grã-Bretanha, Estados Unidos e Japão já usam para estimular o crescimento.

Também houve sugestões recentes de que o BCE pode autorizar bancos centrais nacionais a ampliar habilidades de compra de ativos. O BCE está sob pressão intensa de dentro e de fora da zona do euro para intervir e colocar os altos custos de empréstimo de governos sob controle, à medida que a crise da dívida aprofunda-se e representa cada vez mais riscos para a economia global.

Refletindo o aumento da tensão, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, viajou ontem para a Alemanha, a maior economia da zona do euro e essencial para qualquer plano de resgate, para encontrar-se com o ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, e Draghi.

O presidente do BCE também se encontrará com o presidente do Bundesbank, o banco central alemão, Jens Weidmann, forte oponente ao programa de compra de títulos do BCE, antes da reunião de quinta-feira do BCE.

"Com as expectativas altas, o escopo para decepção na reunião de política do BCE na quinta-feira é consideravelmente grande", afirmou Nicholas Spiro, do Spiro Sovereign Strategy.

Pesquisa mostrou que 44 de 69 economistas esperam que o BCE corte as taxas de juros novamente este ano, com sete afirmando que a autoridade monetária já o faria em agosto. / REUTERS

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