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Draghi volta a defender programa de compra de bônus

O presidente do BCE reafirmou a independência da autoridade e disse que agora os governos devem assumir a responsabilidade para consolidar seus orçamentos

Andréia Lago, da Agência Estado,

13 de junho de 2013 | 15h33

BERLIM - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, voltou a defender nesta quinta-feira, 13, o programa de compra de bônus do banco central (OMT, na sigla em inglês), atualmente em xeque e em avaliação do Tribunal Constitucional da Alemanha. Ele também manifestou que o BCE continua independente aos apelos para que a instituição faça mais ou menos em relação à sua política para ajudar a economia. Segundo ele, agora são os governos que devem assumir suas responsabilidades para consolidar orçamentos e levar adiante as reformas necessárias para impulsionar o crescimento.

"Em quase um ano desde o anúncio do programa, os benefícios do OMT são visíveis para todos", disse Draghi em mensagem gravada em vídeo para uma cerimônia de entrega de um prêmio no fórum anual da ESMT, em Berlim. "Os bancos conseguiram recuperar o acesso ao mercado tanto para se financiarem quanto para aumentarem seu capital, e a forte divergência nos custos de financiamento entre os membros diminuiu", disse o presidente do BCE.

Draghi observou que as economias de países da zona do euro estavam "sob estresse" e viram seus depósitos aumentarem em cerca de 200 bilhões de euros desde agosto de 2012.

"Outro sinal de normalização, que é muito importante para os poupadores alemães, tem sido o aumento nos yields (retorno ao investidor) dos bônus do governo da Alemanha, anteriormente deprimidos pelos fluxos para ativos considerados seguros em meio ao pânico, que subiram mais de 25 pontos-base", afirmou.

Portanto, disse Draghi, a criação do OMT "beneficiou a todos: soberanos, empresas, bancos e também indivíduos, e beneficiou tanto a periferia quanto os países centrais". "A decisão sobre o OMT era necessária. Foi eficaz. E estava em linha com nosso mandato", destacou.

Draghi relembrou que era necessário remover "graves obstáculos" ao canal de transmissão da política monetária, "que estava prejudicando a economia da zona do euro muito profundamente".

O OMT, disse o presidente do BCE, "está totalmente em linha com nosso mandato porque está desenhado para preservar a estabilidade de preços na zona do euro e utiliza instrumentos previstos no estatuto". Fonte: Market News International.

 

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