Dresdner revisa projeção de aumento do PIB do Brasil para 0,9%

O banco alemão Dresdner Bank Lateinamerika AG reduziu a sua previsão de crescimento da economia brasileira em 2002 de 2,1% para 0,9%. Em nota a seus clientes, o banco disse que espera que os mercados brasileiros retornem à normalidade apenas após as eleições presidenciais, com posse do novo governo, mas desde que e economia global inicie uma trajetória de recuperação em 2003. Segundo o banco, o acordo do Brasil com o FMI, aliado ao conjunto de medidas adotadas pelo Banco Central, aliviou parte do nervosismo do mercado. "Mas diante da forte aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais e das incertezas associadas às eleições presidenciais, o acesso do País aos empréstimos externos está praticamente impossibilidado", afirmou. "A dificuldade para rolar as dívidas externas que estão maturando é uma das razões para a persistente fragilidade do real, que por sua vez vai evitar um declínio substancial das taxas de juros." Ao justificar o corte na previsão do PIB, o banco também salientou que a "inflação está acima da meta, a dívida púlica está crescendo e o consumo e investimentos estão sofrendo."

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