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Drible de Merkel para chegar ao poder

Na biografia da chanceler alemã Angela Merkel publicada em 2010, Gerd Langguth descreve como Schaeuble esperou em vão durante semanas para conversar com ela sobre suas ambições presidenciais, sendo recebido com frieza. De acordo com o livro, numa viagem conjunta à Turquia na época, Merkel se certificou de nunca ser deixada a sós com ele, para evitar que houvesse oportunidade para debater a questão.

O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h08

Um ano mais tarde, Merkel depôs Schaeuble, tornando-se a primeira mulher a ocupar a chancelaria na história da Alemanha. Ela nomeou Schaeuble como ministro do Interior, preferindo trazê-lo para o governo a tê-lo fora do gabinete, possivelmente como líder no Parlamento, onde Schaeuble poderia ter se mostrado perigoso.

Quando foi reeleita para a chancelaria no outono de 2009, num momento em que a primeira onda da crise global estava perdendo força, Schaeuble foi a surpreendente escolha de Merkel para o Ministério das Finanças.

A maestria dos detalhes financeiros demonstrada por ele nas negociações para a formação de uma coalizão a convenceram de que Schaeuble seria a pessoa certa para um cargo que deveria ficar com os Democratas Livres, parceiros dela na coalizão, ou com Thomas de Maiziere, um aliado próximo entre os democratas cristãos.

Desde então, Schaeuble emergiu como o mais importante dos ministros de Merkel, bem como um respeitado elaborador de políticas para a Europa num momento de caos financeiro sem precedentes. Ele fala francês, mantém ótimas relações com a França e conhece o presidente Nicolas Sarkozy desde a época em que ambos eram ministros do Interior.

Na reunião de cúpula de Cannes, quando Merkel não pôde participar de um importante encontro de líderes da zona do euro por causa de uma reunião agendada anteriormente com o presidente americano Barack Obama, Sarkozy pediu que enviasse Schaeuble como seu representante. Ela concordou.

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