Drone decola no Alasca para primeiro voo comercial da história

Agência federal de aviação dos Estados Unidos concedeu primeiro certificado para uma aeronave não tripulada voar comercialmente

Associated Press, Washington

11 de junho de 2014 | 12h56

O primeiro drone do mundo a receber autorização para voar comercialmente já está sendo usado desde domingo para inspecionar instalações petrolíferas da empresa de petróleo britânica BP no Alasca.

O aparelho voador não tripulado chamado Puma AE recebeu certificação da Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), torna-se assim o primeiro drone da história a voar regularmente em atividade comercial.

O contrato de cinco anos pode ser um sinal de como os zangões com controle remoto podem mudar o panorama dos negócios.

O fabricante AeroVironment anunciou que a aeronave não tripulada vai prestar serviços comerciais de rotina para garantir a segurança da área de produção de petróleo "em conformidade com os regulamentos da Administração Federal de Aviação".

O pequeno robô voador já está em operação vasculhando o campo de petróleo de Prudhoe Bay, da BP Exploration, no norte do Alasca.

"A experiência no Alasca é mais um passo importante em direção a uso comercial mais amplo de aviões não tripulados", disse o secretário de Transportes americano Anthony Foxx, em um comunicado. "A tecnologia está mudando rapidamente, e as oportunidades estão crescendo".

O drone voa acima do campo de petróleo controlado à distância e utilizando sensores de alta tecnologia para criar modelos computadorizados em 3-D de estradas e instalações industriais.

Melanie Hinton, porta-voz da Systems International de veículos não tripulados, maior grupo de comércio de drones do país, disse que o primeiro voo legal autoridado pela FAA é "um momento emocionante".

Os drones têm se mostrado capazes de fazer levantamentos aéreos com segurança e podem ser uma ferramenta eficaz para a indústria de petróleo e gás, disse ela.

O Puma AE, que decola depois de ser jogado para o ar, foi originalmente concebido para dar às equipes que trabalham em solo uma visão panorâmica do que está acontecendo na área de entorno.

"Esta é uma importante conquista para a nossa equipe e para a indústria em demonstrar a utilização segura e eficaz da nossa tecnologia para aplicações comerciais", disse a AeroVironment em um comunicado.

A AeroVironment é a principal fornecedora de drones para o Pentágono, incluindo os modelos Corvo, Vespa e Puma. Mas a empresa enfrenta queda nas vendas desde o fim das guerras do Iraque e do Afeganistão.

Esperando por novas fontes de receita, a AeroVironment aguardava há tempos a autorização da FAA para voos de drones com fins comerciais nos Estados Unidos.

Atualmente, os drones não estão autorizados a voar nos EUA, exceto com permissão especial da FAA. Com o aumento da demanda das indústrias, porém, a agência passou a aliviar as restrições.

Além de companhias de petróleo e gás, como a BP, cineastas querem usar drones para filmar cenas de ação. A Amazon já anunciou a intenção de usar os zangões robóticos para entregas de livros. E a rede Domino de pizzarias quer entregar pizzas com drones.

A perspectiva de milhares de aeronaves não tripuladas voando ao redor do espaço aéreo dos EUA em áreas povoadas começa a parecer improvável.

A FAA já anunciou que as aeronaves remotamente pilotadas não sserão permitidas no espaço aéreo em larga escala, porque a tecnologia ainda não é adequada para evitar riscos de colisão no ar.

O campo de petróleo de Prudhoe Bay fica na parte mais ao norte do Alasca, perto do mar de Beaufort. Lá, o Puma AE, que tem uma envergadura de cerca de 9 metros, voa entre 200 a 400 metros acima do nível do solo por até três horas e meia de cada vez.

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