Daniel de Castro Rodrigues
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Drones ganham espaço no pasto e nas lavouras

De acordo com especialista, além do menor custo, há também eficiência em várias atividades agrícolas e pecuárias

Isadora Duarte, Tânia Rabello e Vinícius Galera, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2019 | 09h24

O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Lúcio André de Castro Jorge, especializado em uso de drones na agricultura, comentou, em painel no Summit Agronegócio Brasil 2019, que a demanda por este equipamento no Brasil é exponencial. 

Além do menor custo, há também eficiência em várias atividades agrícolas e pecuárias. Ele salientou que o setor agropecuário tem utilizado drones para pulverização de cápsulas para controle biológico, controle de formigas, monitoramento de lavouras e de rebanhos, entre outros usos. “O boom do drone no País está ligado principalmente à pulverização de lavouras e ao controle biológico de pragas”, disse. Ele citou, ainda, que justamente porque o preço da tecnologia é acessível, a procura tem sido grande e começam a faltar drones. “Outro dia um produtor de café queria alugar um drone para utilizar na lavoura, mas simplesmente não encontrou”, contou. “Há empresas de drones sendo instaladas em Mato Grosso, com preços bastante acessíveis, mas a demanda é enorme e fica difícil alugar equipamentos”, continuou o pesquisador, acrescentando que o Brasil tem importado muitos drones da China.

O gerente executivo da EsalqTec, Sérgio Barbosa, também citou a agilidade dos drones em controle biológico em canaviais e na soja. “Antes do drone, era necessário entrar no canavial e aspergir ovinhos de tricograma”, querendo dizer que o processo era muito lento. “Na pecuária também tem iniciativas para contagem de animais, monitoramento, verificação da qualidade do pasto, uso em integração lavoura-pecuária-floresta”, citou.

O pesquisador da Embrapa ressaltou, porém, que o setor de drones ainda depende de regulamentação. “Há um comitê de regularização no Ministério da Agricultura. Há vários especialistas se reunindo e até o próximo ano devemos ter uma regulamentação”, disse. 

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