Dubai World debaterá adiamento de dívida em reunião com credores

A estatal Dubai World

ALISTAIR LYON, REUTERS

02 de dezembro de 2009 | 15h04

se reunirá com seus principais credores na próxima semana para discutir o pedido de adiamento de 26 bilhões de dólares em dívidas, que sacudiu os mercados globais e a confiança no centro de negócios do Golfo Pérsico.

Os problemas de Dubai têm levantado temores de uma nova crise global, mas há poucas evidências de preocupação nas ruas, onde milhares de balões nas cores azul, branco, verde e vermelho --cores da bandeira dos Emirados Árabes Unidos-- foram soltos em comemoração ao dia nacional da federação.

O encontro da próxima semana será o primeiro debate oficial da Dubai World com importantes concessores de empréstimos desde que o conglomerado que encabeçou o rápido crescimento do emirado revelou em 25 de novembro seus problemas de dívida.

Um executivo de um banco de Abu Dhabi, que pediu anonimato, disse que os bancos britânicos Standard Chartered, HSBC, Lloyds e Royal Bank of Scotland, junto aos bancos locais Emirates NBD e Abu Dhabi Commercial Bank estão entre as instituições que participarão do encontro.

Os bancos não confirmaram de imediato sua presença no comitê, mas um analista de banco asiático afirmou que os seis bancos provavelmente estão entre os com maior exposição à Dubai World, que inflou sua dívida durante um "boom" imobiliário que sofreu um abalo com a crise financeira global no ano passado.

Uma fonte de um banco sediado em Dubai confirmou a composição do painel.

A Dubai World pediu a credores o adiamento por seis meses das dívidas de suas subsidiárias Limtless e Nakheel , que projetaram três das ilhas em forma de palmeiras que já atraíram estrangeiros ricos e celebridades.

A questão mais urgente é o destino da dívida de 3,52 bilhões de dólares da Nakheel, que vence em 14 de dezembro. A empresa britânica de advocacia Ashurst disse que foi nomeada como a representante legal dos credores, que respondem por 25 por cento da dívida.

O governo de Dubai afirmou que não assumirá as dívidas da Dubai World, cujo débito total soma cerca de 60 bilhões de dólares, incluindo as unidades que não fazem parte da reestruturação.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse na terça-feira que os bancos ingleses são os mais expostos ao conglomerado, que esteve na linha de frente dos planos expansionistas de Dubai e criou o lema "O sol nunca se põe na Dubai World".

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