DUDALINA QUER SOMAR 20 LOJAS NO EXTERIOR

Para a confecção Dudalina, ter um parceiro comercial fora do Brasil foi essencial para o pontapé inicial rumo à abertura de unidades em outros países. A partir de um contato na Itália, a marca abriu seu primeiro showroom em Milão, em 2011. Inicialmente, as camisas Dudalina eram vendidas em uma loja multimarcas e o processo para sede própria levou alguns anos. Enquanto isso, a grife conquistou espaço no Panamá e, em seguida, em Quito, capital do Equador.

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 02h06

Sônia Hess, que foi presidente da Dudalina por 12 anos enquanto a marca pertencia à sua família e hoje integra o conselho da Restoque, rede que incorporou a Dudalina, conta que era questionada por empresários do setor pelas escolhas dos países onde ingressava. "O dólar de Quito é o mesmo da 5ª Avenida, é igual ao da Champs Elysée. O que importa é trazer 'verdinhas' para o Brasil", brinca a empresária.

Em 2015, a Dudalina abriu a primeira loja em Estocolmo, na Suécia, que é somada às duas unidades na Bolívia e uma fábrica no Peru. Até 2017, a marca projeta ter vinte lojas Dudalina espalhadas pelo mundo. Porém, o mercado norte-americano, que pode parecer promissor aos olhos de empreendedores brasileiros, ainda não está nos planos do grupo. "Preferimos, por enquanto, ter cautela. Dar um passo à frente e ter que voltar nunca é uma boa ideia. Queremos andar e continuar à frente", reflete Sônia.

A empresária avalia que, para avançar no comércio exterior, o Brasil precisa ter coragem. "Se não formos para fora, ficamos aqui chorando por causa da crise", pontua Sônia, que se orgulha das fronteiras que a marca já rompeu. Para ela, há um potencial de acordos comerciais ainda não explorado por falta de qualificação dos exportadores brasileiros.

"O Brasil precisa exportar valor agregado. Temos aqui marcas fabulosas e outros mercados ficam admirados com o que conseguimos fazer", reflete Sônia. Para isso, porém, é preciso conhecer o cenário do mercado onde se quer entrar. "Nossa primeira coleção em Milão, por exemplo, não deu certo. É preciso entender o mercado e adaptar sua história a ele."

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