Duhalde abrirá "corralito" se FMI liberar ajuda

O presidente Eduardo Duhalde afirmou hoje que acabará com o "corralito" se o Fundo Monetário Internacional liberar a ajuda financeira que a Argentina necessita. "Não é fácil conseguir um acordo com o FMI, mas o governo está trabalhando para isso", disse Duhalde. Segundo ele, "nenhum país, hoje, salvo Cuba, está fora deste organismo internacional", justificando os reiterados pedidos de ajuda do FMI.?Se a ajuda financeira especial sair poderemos abrir este famoso "corralito" que prejudica tantas pessoas e a economia em geral", disse. As declarações de Duhalde foram feitas em seu programa de rádio.Justiça julgará novo pedido de liberação do "corralito" A Suprema Corte de Justiça julgará um novo processo de abertura do ?corralito?, desta vez da província de San Luis, do ex- presidente Adolfo Rodríguez Saá contra o governo Duhalde. A província quer retirar do banco 247,4 milhões de pesos, através de um recurso de amparo impetrado pela governadora Alícia Lemme, que substituiu Saá quando este renunciou para ser presidente por uma semana, apenas.Com a já conhecida sentença de inconstitucionalidade do ?corralito?, proferida pelos juízes da Suprema Corte, é esperado que o resultado seja favorável à governadora que não assinou o pacto fiscal com o governo federal.Outro governador inimigo político de Duhalde, Néstor Kirchner, de Santa Cruz, já anunciou que seguirá os passos de sua colega. O efeito dominó nesta matéria também está sendo esperado pelo governo.Leia o especial

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