Duhalde admite alta de preços

Em seu programa de rádio semanal, o presidente Eduardo Duhalde admitiu neste sábado que alguns produtos de consumo terão aumentos. ?Mas acredito que serão mínimos?, ressalvou. Duhalde disse que a única forma de sair da crise é produzir mais, potencializando o mercado interno e exportando. ?E este caminho nos vincula mais ainda ao Mercosul?, afirmou, na véspera do encontro com os presidentes dos outros países integrantes do bloco. ?Temos que impor no mundo as exportações da marca Mercosul.? Amanhã à tarde, depois que os presidentes dos países do Mercosul tiverem deixado Buenos Aires, Duhalde voltará à residência oficial de Olivos onde terá uma reunião com os governadores das províncias para analisar a crise social. A perspectiva é que a reunião será tensa, já que Duhalde explicará aos governadores a necessidade de revisar os gastos provinciais. Os governadores, ocupados com os conflitos sociais em suas respectivas províncias, não estão dispostos a aprofundar os cortes, além daqueles que já fizeram ao longo do ano passado. O governo enfrentou na madrugada de sábado mais um panelaço em protesto contra o ?corralito?, o congelamento de depósitos bancários. Mais de 7 mil pessoas vararam a madrugada para repudiar a política econômica da administração Duhalde na Praça de Maio, na frente da Casa Rosada, a sede do governo. Os últimos manifestantes ainda batiam panelas no início da manhã deste sábado. O protesto começou na noite de sexta-feira, depois da dispersão de uma manifestação de 10 mil evangélicos, que reunidos por 500 pastores rezaram pelo futuro da Argentina. Neste sábado de manhã, os participantes dos panelaços foram substituídos por milhares de piqueteiros, os desempregados que bloqueiam estradas com piquetes, pedindo comida e trabalho.

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