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Duhalde apela para províncias cumprirem acordo

O presidente argentino, Eduardo Duhalde, afirmou que acabou o tempo para a Argentina e pelou para o cumprimento imediato do acordo dos chamados 14 pontos. Durante a reunião com os governadores justicialistas, na província de La Pampa, Duhalde disse: "Temos falado sobre os tempos que se acabam e temos falado que essa ata firmada há 30 dias por 21 das 23 províncias, mais o governo autônomo da Capital Federal, deve cumprir-se já e agora." Duhalde admitiu que as soluções para a crise estão demorando muito e criticou os políticos dizendo que primero "pediram" que o justicialismo assumisse o governo, mas "agora querem deixar-nos sozinhos". "Somos plenamente conscientes de que a crise avança a cem quilômetros por hora e as soluções vêm muito lentas e que, diante de uma crise desta magnitude - que é a mais profunda da Argentina, já não é recessão, é profunda recessão - a única forma de sair é empurrando o carro todos juntos." Duhalde afirmou também que está disposto a continuar na presidência e que os governadores brigar?ao lado dele. Sob vaias Ao chegarem à reunião, tanto os governadores quanto o presidente foram vaiados na entrada ao edifício por manifestantes que gritavam palavras de ordem e insultos contra os políticos. Segundo fontes do Partido Justicialista, os peronistas ratificarão os 14 pontos assinados há um mês para dar condições ao governo de fechar um acordo com o FMI. Duhalde conseguirá o compromisso dos governadores de revogar a Lei de Subversão Econômica, amanhã no Senado, e a assinatura dos acordos bilaterais para executar o pacto fiscal de cortar gastos das províncias. Apenas oito das 24 províncias assinaram o acordo que estabelece que a província de Buenos Aires fará um ajuste de 50% , enquanto que as demais cortarão 60%. Em troca do apoio, o presidente terá que concordar em fixar a data das eleições presidenciais antes do período previsto de outubro de 2003. Os governadores trabalham com a hipótese de eleições para o final deste ano.Leia o especial

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