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Duhalde busca consenso para o acordo com o FMI

O presidente Eduardo Duhalde tentará hoje obter um consenso político com os governadores e líderes do Congresso, que lhe permita fechar o acordo com o Fundo Monetário Internacional e destravar o instável cronograma eleitoral. O encontro de Duhalde com os governadores começou ontem à noite, na residência oficial da Quinta de Olivos, e será retomado nesta segunda-feira às 11 horas da manhã. As conversas prévias mantidas entre a Agência Estado e os assessores dos principais governadores indicavam uma boa predisposição de aceitar os pedidos do presidente, inclusive os de outros partidos. A exceção fica por conta dos governadores ligados ao ex-presidente Carlos Menem, inimigo político número um de Duhalde.Apesar da "boa vontade" dos governadores em conceder o apoio político ao presidente para que este possa acordar com o FMI, eles exigem que o Executivo dê algumas garantias, como enviar novos fundos para cobrir os déficits provinciais e pagar as dívidas atrasadas referentes aos repasses de impostos. A dívida do Estado com as províncias é de 1.250 bilhão de pesos, dos quais foram pagos 370 milhões. O ministro de Economia, Roberto Lavagna, explicou-lhe todos os detalhes técnicos e políticos que envolvem o acordo com o FMI, dando destaque a que o aumento das tarifas públicas não será superior a 10%, que as moedas paralelas (os bônus provinciais) serão resgatadas e que as províncias necessitam ratificar os convênios de corte de 60% do gasto primário em 2003.O governo estima que quando o presidente Eduardo Duhalde conseguir o respaldo político dos governadores à negociação que vem mantendo com o Fundo Monetário Internacional por mais de 10 meses, a cúpula do organismo terá de tomar a decisão final se faz ou não um acordo com a Argentina e "assumir as consequências de sua decisão", disse uma alta fonte do ministério de Economia, à AE. Com o consenso político na mão, a senhora Anne Krueger, a número dois do FMI e a mais dura nas negociações com a Argentina, ficará numa posição bastante incômoda porque se continuar negando o acordo e criando novas exigências, o que era apenas não cumprimento parcial do pagamento da dívida argentina com o Banco Mundial passará a ser uma moratória com todos os organismos internacionais, inclusive com o próprio FMI.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2002 | 08h22

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