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Duhalde consegue apoio político

O governo conseguiu o apoio dos governadores para avançar em dois caminhos cheios de dificuldades: obteve o consenso político pendente na negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e conseguiu o aval necessário para postergar através de uma lei todo o cronograma eleitoral. Dos 24 governadores, somente quatro ligados aos candidatos Carlos Menem e Adolfo Rodríguez Saá não assinaram o documento ontem, na residência Oficial da Quinta de Olivos. O FMI deverá dizer hoje ainda ao governo se o consenso político demonstrado é suficiente para as exigências do organismo e se a recusa dos quatro governadores tem peso. O presidente Duhalde já falou por telefone, ontem à noite, com o diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, quem prometeu o envio de uma missão negociadora, mas sem data ainda definida.Para uma fonte do governo, "o FMI não tem mais desculpa alguma para emperrar o acordo novamente" e cita que o documento se compromete a até aprovar o orçamento de 2003 com um duro ajuste de 4,5 bilhões. Outra velha reclamação do FMI também foi atendida e diz respeito às modificações na lei de Entidades Financeiras para dar maior segurança jurídica aos diretores do Banco Central, já que muitos dos técnicos convocados para ocupar um cargo se recusaram em aceitá-lo por medo de complicações legais derivadas de medidas relacionadas aos bancos.O FMI também queria ter a certeza de que, aconteça o que acontecer, serão realizadas as eleições presidenciais de 2003. Pois bem, os governadores se comprometeram que as mesmas passarão de março para 27 de abril, o primeiro turno, e 18 de maio, o segundo turno. O novo presidente eleito deverá assumir na data prevista inicialmente, 25 de maio.O que é preciso ver agora é se o Congresso vai obedecer as ordens dos governadores e líderes. Alguns aspectos mais conflitantes do pacto político firmado pelos governadores, líderes e governo não possuem muito apoio no Congresso, como é o caso do ajuste do orçamento para 2003 e a mudança na lei de Entidades Financeiras. A maioria dos deputados não quer votar imunidades para os diretores do Banco Central, nem dar carta branca ao BC para promover as fusões e vendas de bancos.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 07h46

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