Duhalde e governadores próximos de um acordo

O governo da Argentina está a um passo de um acordo com os governadores das províncias, o que permitiria destravar a negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o qual prestaria o socorro financeiro que a Argentina tanto necessita. Os governadores do Partido Justicialista (PJ) e da União Cívica Radical (UCR) ficaram até a madrugada na residência oficial de Olivos discutindo os detalhes da nova lei de co-participação de impostos. A última versão do acordo que estava em discussão propõe a suspensão do piso de $1,187 milhões que o governo federal está obrigado a transferir para as províncias, conforme pacto federal firmado no final de 2000. Em troca, as províncias ficariam com uma fatia de 40% de toda a arrecadação de impostos , exceto os provenientes do comércio exterior e as contribuições da previdência.O presidente Eduardo Duhalde aguarda a resposta dos governadores com ansiedade porque considera que com o acordo nas mãos mais a aprovação do orçamento, matéria prevista para começar a ser discutida hoje na Câmara, o ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, poderá dar andamento à negociação com o FMI que implicaria na liberação de US$ 9 bilhões de dólares referentes ao acordo anterior e que ficaram travados no ano passado.?Reativação será vista em 60 dias?O presidente Eduardo Duhalde disse hoje que a ?Argentina é um país doente? e que "todos os setores que se queixam têm razão". Em seu programa de rádio, Duhalde afirmou que ?todas as pessoas acreditam que as autoridades e o país são injustas com elas, mas dentro de 60 dias vão começar a ver sinais de reativação?. O presidente considerou ainda que os preços não aumentarão abusivamente porque ?criariam um mercado negro?, por isso, os mesmos se manteriam em níveis ?razoáveis?. Ele, porém, aconselhou a população a aproximar-se das organizações que controlam os preços para estar bem informada. Sobre a alta dos combustíveis, Eduardo Duhalde classificou de ?um aumento muito pequeno de duas empresas que estão praticando limites razoáveis?.Banco francês ameaça deixar o país Já o presidente do banco francês Société Générale (SG), Daniel Bouton, anunciou que deixará a Argentina se o governo não elaborar um plano de reconstrução confiável. O banco investiu cerca de US$ 300 milhões de dólares, no ano passado, para enfrentar os riscos de sua exposição na Argentina. Em Paris, Bouton reconheceu que o grupo é um "pequeno ator" dentro do sistema bancário argentino, já que sua filial ocupa o 20º quinto lugar dentro do ranking financeiro do país.Leia o especial

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