Duhalde vai decretar fim do corralito

O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, reuniu-se nesta sexta-feira com o ministro de Economia, Roberto Lavagna, e com os deputados do Partido Justicialista (peronista) para expor os detalhes do decreto do fim do corralito, que será anunciado oficialmente neste sábado por Lavagna.Hoje, Duhalde confirmou o anúncio, apesar da oposição dos bancos que integram a Associação dos Bancos Argentinos (ABA) sobre ao teor do decreto.Os bancos estrangeiros negam que o decreto seja uma solução concreta para o problema financeiro que provocou a adoção do corralito há seis meses, sob alegação de que é inviável o fato de o governo ter decidido que os investidores em contas de poupança poderão optar entre trocar seus depósitos por bônus ou esperar pelos cronogramas estabelecidos para recuperá-los a partir do ano que vem."Não há possibilidade de devolver os depósitos", afirmam os representantes de bancos estrangeiros, os quais insistem para que o governo obrigue os investidores em contas de poupança a trocar seus depósitos por bônus em dólares, com prazo de dez anos.A discussão entre a ABA e o governo ficou congelada na semana passada, quando Duhalde aprovou o projeto de Lavagna. Segundo o decreto, os investimentos em contas de poupança reprogramados, de até 10 mil pesos, poderão ser trocados por um bônus dolarizado com prazo de três anos, à cotação de 1,40 peso por dólar, o mesmo tratamento dado aos casos de exceção que só estavam previstos, até agora, para as pessoas com mais de 75 anos, e para os casos de enfermidade e de indenizações.Os titulares de contas correntes e contas de poupança também terão a opção do bônus com prazo de três anos, em dólares. O "cardápio" dos bônus consiste em três tipos de papéis diferentes; dois em dólares a três e dez anos, e outro em pesos, com prazo de cinco anos.

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