Duhalde volta a pedir ajuda internacional

O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, voltou a pedir, esta manhã, a ajuda dos organismos internacionais de crédito, e reafirmou que não descarta "qualquer medida econômica alternativa" às que já foram implementadas pelo governo, desde que "não seja antagônica" com o plano atual. Ele destacou, no entanto, que a convicção é a de "manter a flutuação do dólar livremente e esta é meta", e pediu que não se interpretem mal suas palavras.O presidente disse ainda que "não há nenhuma possibilidade de dolarizar" a economia e que a continuidade do "corralito" depende da ajuda dos organismos internacionais de crédito. As declarações foram dadas durante entrevista à rádio La Red.Perguntado sobre suas afirmações de que poderia adotar outro plano econômico se o atual não funciona, ele afirmou: "Não sou eu quem toma estas decisões, há uma equipe econômica. Mas nenhum tipo de decisão pode ser deixada de lado".O ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, afirmou hoje que o acordo com o FMI vai demorar de três a quatro semanas, após a aprovação do orçamento e do pacto fiscal com os governadores. O ministro confirmou que o acordo com os governadores está muito próximo de ser fechado, mas reconheceu que a negociação é "enrolada, e é muito difícil ter uma relação estável e transparente com as províncias" , acusou. O governo depende deste pacto para aprovar o orçamento e destes dois para recorrer ao FMI. O ministro reconheceu que o país tem a máxima urgência de chegar rapidamente aos acordos com os organismos internacionais porque a situação é grave. Lenicov quer iniciar a renegociação da dívida externa, imediatamente, após o fechamento do acordo com o FMI. Leia o especial

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